<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-32412576</id><updated>2011-08-29T18:23:50.706+01:00</updated><category term='saúde'/><category term='Barreiro'/><category term='pedro passos coelho psd lider portugal'/><category term='TTT'/><category term='Desenvolvimento Sustentável'/><title type='text'>Jangada de Pedra</title><subtitle type='html'>A parte que se separa do todo, sem que este o deixe de ser. A conquista da liberdade das ideias presas aos sonhos!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jangadapedra.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jangadapedra.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Nuno Banza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03094986805651325673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWnk_tliYFI/AAAAAAAAAEA/R8dqDrJ_Zrs/S220/myphoto.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>30</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32412576.post-8213237377975500991</id><published>2010-07-26T09:56:00.001+01:00</published><updated>2010-07-26T10:00:37.599+01:00</updated><title type='text'>O fogo criminoso não evitará a Classificação da Mata da Machada e do Sapal do Rio Coina!</title><content type='html'>Nos últimos dois dias a Mata Nacional da Machada foi alvo de duas tentativas de incêndio, de forma criminosa, o que fez activar os meios para o combate, tendo sido possível debelar o incêndio sem que dele tivessem decorrido consequências de maior gravidade para aquele espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratou-se de duas ocorrências que só se podem justificar com dois actos criminosos, que de forma vil e premeditada intentaram contra um espaço de superior importância, não apenas do ponto de vista do seu coberto florestal, mas e sobretudo como espaço de importância natural inquestionável para o concelho do Barreiro e mesmo para a região, facto que faz com que seja justificada a intenção de o classificar como área protegida. O seu valor vai muito para além das árvores ou dos matos que o compõem e a sua relação íntima com o Sapal do Rio Coina enchem o Barreiro de orgulho em ter no seu pequeno território estes dois espaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo de classificação do Sapal é dinâmico e começa a ganhar vida própria. Decorre actualmente o período informal de consulta pública, que terminará a 12 de Setembro, sendo de referir as muitas opiniões e sugestões que foi possível já recolher de milhares de cidadãos que se envolveram com estes dois espaços através da riquíssima agenda de actividades que a Mata da Machada oferece até ao final do período de consulta pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as iniciativas que temos organizado só contribuem para fortalecer a ligação dos cidadãos do Barreiro a estes dois espaços naturais e por isso, estamos convictos de que a Classificação destes dois locais se tornou incontornável. Se um fogo criminoso devastar alguma área, como o que aconteceu nestes dois dias anteriores, o trabalho será mais difícil, demorará mais tempo e provavelmente custará a todos mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de uma coisa podem estar certos, nenhum criminoso pirómano conseguirá parar o processo de Classificação da Mata Nacional da Machada e do Sapal do Rio Coina como áreas protegidas locais. Porque o Barreiro se preocupa com os seus espaços naturais e trabalhará arduamente para que essa vontade seja uma realidade. Para este objectivo, todas as ajudas são importantes. Conto consigo para esta tarefa! Ajude a defender a Mata Nacional da Machada e o Sapal do Rio Coina!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barreiro, 13 de Julho de 2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32412576-8213237377975500991?l=jangadapedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jangadapedra.blogspot.com/feeds/8213237377975500991/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32412576&amp;postID=8213237377975500991&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/8213237377975500991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/8213237377975500991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jangadapedra.blogspot.com/2010/07/o-fogo-criminoso-nao-evitara.html' title='O fogo criminoso não evitará a Classificação da Mata da Machada e do Sapal do Rio Coina!'/><author><name>Nuno Banza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03094986805651325673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWnk_tliYFI/AAAAAAAAAEA/R8dqDrJ_Zrs/S220/myphoto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32412576.post-8704955519232525930</id><published>2010-01-22T03:00:00.003Z</published><updated>2010-01-22T03:05:09.378Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pedro passos coelho psd lider portugal'/><title type='text'>É preciso começar a pensar nos problemas do país!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/S1kVb9I7GSI/AAAAAAAAAF4/ObSRxLOz8Co/s1600-h/ppc.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 199px; FLOAT: left; HEIGHT: 164px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429394395784485154" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/S1kVb9I7GSI/AAAAAAAAAF4/ObSRxLOz8Co/s320/ppc.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O dia 21 de Janeiro ficará na história como o início de um novo ciclo político em Portugal. Num país que está cada vez mais marcado pela indiferença relativamente à participação na resolução dos seus problemas, por parte dos cidadãos, o lançamento do Livro “Mudar”, de Pedro Passos Coelho, é o início de um esforço absolutamente necessário pelo futuro de Portugal.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É ponto assente que o nosso país se encontra numa situação muito difícil do ponto de vista económico e social, com taxas de desemprego historicamente altas, com uma perda de tecido produtivo absolutamente assustadora, ao mesmo tempo que a economia e a criação de riqueza não dão sinais de inverter o ciclo negativo em que estão mergulhadas. As consequências são de todos conhecidas, e as políticas públicas implementadas pelo Governo não se têm mostrado capazes de dar a volta a esta situação. O contributo dos apoios comunitários está mergulhado em procedimentos e burocracias inadmissíveis, que infelizmente explicam as baixas taxas de acesso aos fundos comunitários do Quadro de Referência Estratégico Nacional – QREN – a nossa última oportunidade de nos aproximarmos da média europeia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Num contexto tão desfavorável como o que vivemos, onde o modelo de governação socialista se esgotou a si próprio, felizmente antes de esgotar o País, é inevitável encontrar um caminho alternativo para Portugal. Não é apenas uma opção, trata-se indiscutivelmente de uma necessidade. Esse caminho alternativo terá de conseguir motivar os cidadãos para a construção de um país mais justo, mais eficiente, mais produtivo, que apoie a iniciativa individual de quem está disposto a correr riscos e a investir para inverter a situação em que nos encontramos. Encontrar mecanismos que tornem mais fácil a criação de riqueza e com isso aumentar a capacidade do estado para que possa ter mais e melhor intervenção na qualidade de vida dos cidadãos, deve ser considerado um desígnio nacional. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pedro Passos Coelho disse hoje que “Para sabermos no que estamos unidos, temos de saber o que pensamos.” Com a edição do livro “Mudar”, ele partilha connosco algumas das suas ideias sobre um conjunto de áreas de interesse na governação de Portugal num esforço claro de unir em torno de propostas concretas, todos aqueles que querem e desejam um futuro melhor para o seu país.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A clareza com que expõe as suas ideias, permitirá aos Social-Democratas, mas sobretudo aos cidadãos que de alguma forma se preocupam com o país onde vivem, perceber que existe uma alternativa credível e motivadora de um novo ciclo político. Um ciclo político marcado pelo respeito pelos portugueses e pela cultura do rigor, ao mesmo tempo que se estimula o crescimento económico e a criação de riqueza. Preocupações complexas como o desemprego, o endividamento externo ou a competitividade só encontrarão resposta numa política competente, liderada por um protagonista capaz de concretizar estes objectivos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por tudo o que sei sobre as suas ideias e convicções, que muito bem exprime no seu livro, Pedro Passos Coelho é, não só indiscutivelmente a minha escolha para líder do meu partido, o PSD, mas é sobretudo a minha escolha para liderar os destinos do meu país, Portugal!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nuno Banza, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Militante e Vereador do PSD na Câmara Municipal do Barreiro&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32412576-8704955519232525930?l=jangadapedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jangadapedra.blogspot.com/feeds/8704955519232525930/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32412576&amp;postID=8704955519232525930&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/8704955519232525930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/8704955519232525930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jangadapedra.blogspot.com/2010/01/o-dia-21-de-janeiro-ficara-na-historia.html' title='É preciso começar a pensar nos problemas do país!'/><author><name>Nuno Banza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03094986805651325673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWnk_tliYFI/AAAAAAAAAEA/R8dqDrJ_Zrs/S220/myphoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/S1kVb9I7GSI/AAAAAAAAAF4/ObSRxLOz8Co/s72-c/ppc.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32412576.post-7180722790450371820</id><published>2009-01-13T00:52:00.013Z</published><updated>2009-01-13T01:07:29.880Z</updated><title type='text'>Tenha cuidado com este Inverno. Vai ser muito frio…e caro!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWvoC72y7xI/AAAAAAAAAEw/u6-J39m-Iz8/s1600-h/04122665_28471.jpg.image.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 240px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWvoC72y7xI/AAAAAAAAAEw/u6-J39m-Iz8/s320/04122665_28471.jpg.image.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290577324401684242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Está um frio!!! É a expressão mais ouvida nos últimos dias, na boca de toda a gente. Dos mais velhos aos mais novos, dos mais encalorados aos mais friorentos, não há ninguém a quem não lhe tenha já chegado o frio. Por todo o lado, desdobram-se as recomendações para que os cuidados com o frio sejam muitos e constantes, com especial atenção às crianças e aos menos jovens. Várias peças de roupa, protecção para as mãos, para a cabeça e ouvidos, cremes hidratantes para a pele e lábios, calçado adequado enfim, um manancial de cuidados, todos eles necessários e bem vindos, numa época em que o clima severo traz muitas vezes também as típicas complicações de saúde.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Neste contexto de frio, seria de esperar que, associado às inúmeras chamadas de atenção e títulos de jornais sobre os cuidados a ter, víssemos incluída também uma outra questão muito importante, em especial numa época de crise financeira que afecta sobretudo as famílias, que se refere aos custos com o aquecimento das habitações mas também de espaços de trabalho e serviços. Poderia começar por dizer que a climatização dos edifícios se faz maioritariamente através do consumo de energia eléctrica e que a sua produção implica uma emissão significativa de gases com efeito de estufa para a atmosfera, o que sendo verdade, confesso que não esperava vir a tocar o íntimo dos leitores, já que não se espera que as pessoas passem frio para evitar a emissão de CO2 para a atmosfera. Antes, e mais relevante nesta fase, penso que é importante encarar o problema por uma outra perspectiva – a perspectiva do uso racional e da economia de energia – que terá como consequência directa um menor custo da energia para as famílias e para as empresas, ao mesmo tempo que representará uma menor emissão de CO2 para a atmosfera.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;É muito comum, tendo sido notícia de abertura de alguns noticiários nos últimos dias, a ocorrência de acidentes domésticos decorrentes de sobrecargas eléctricas, algumas com perda de vidas humanas, devido à utilização intensiva de aparelhos de aquecimento de vários tipos. A corrida aos aquecedores eléctricos e a gás que se registou nos últimos dias, tem uma consequência directa e muito negativa no consumo de energia das famílias, com o consequente e indesejado aumento das facturas a pagar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Muitas das habitações em especial no caso do Barreiro, foram construídas numa época em que não se integravam preocupações com as soluções construtivas para poupar energia. O resultado é a inexistência de paredes duplas ou isolamentos térmicos e aplicação de caixilharia sem corte térmico ou telhados sem isolamento, o que criou hoje uma maior necessidade por parte dos seus habitantes, no que toca à climatização destas habitações.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Para os que possam integrar soluções de fundo no que toca à intervenção nas suas habitações, recomenda-se vivamente uma auditoria energética à habitação, para que possa decidir de forma informada e eficiente, quais os investimentos mais correctos a fazer. Para aqueles que, sendo seguramente a maior parte, se vêem obrigados ao uso de sistemas de climatização como forma de se manterem quentes nas suas habitações, gostava de deixar alguns conselhos úteis que, se forem seguidos, vão reduzir seguramente a factura energética mantendo o nível de conforto:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Sempre que considere necessário e só nesse caso, promova a ventilação da habitação logo pela manhã, e por um curto período de tempo. Assim, estará a renovar o ar interior, promovendo a ventilação, seguindo-se um período em que normalmente os ocupantes das habitações saem para os empregos/escola, tendo menos impacto no conforto;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Sempre que possível, deixe os estores das janelas abertos e os cortinados recolhidos no período do dia. Assim permitirá a entrada dos raios solares e contribuirá para o aquecimento do ar interior da habitação;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Na utilização de aquecedores eléctricos, evite os que têm a resistência à vista (lâmpada), pois estes reduzem significativamente a humidade do ar, sendo menos eficientes no aquecimento que, por exemplo, os termo-ventiladores;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Evite climatizar demasiado apenas algumas divisões da habitação, e faça-o só naquelas que sabe que vai efectivamente utilizar. O sobreaquecimento pode gerar diferenças de temperatura entre divisões que podem ser significativas. Não se esqueça que estar sujeito a mudanças bruscas de temperatura pode trazer complicações de saúde indesejadas;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Use alguma roupa quente quando se encontra em casa e proteja os pés com calçado adequado. Assim evita ter de aquecer demasiado a habitação, o que lhe sai muito mais barato e evita desperdiçar calor que se manterá quando já não precisa dele;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Nunca deixe aparelhos de aquecimento ligados durante a noite, com excepção dos que são instalados para acumular calor em período nocturno, como o caso dos acumuladores cerâmicos. A noite é o período de menor vigilância e por isso maior risco. Lembre-se que um cobertor adicional evita a necessidade de aquecimento, com a poupança de energia e logo, um menor custo;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Equacione a possibilidade de recorrer à utilização de tarifa bi-horária, fazendo para isso uma simulação do seu consumo através do site da EDP ou do seu fornecedor de energia eléctrica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E como este é o primeiro artigo de 2009, desejo a todos um Excelente Ano, com baixos consumos de energia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nuno Banza&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32412576-7180722790450371820?l=jangadapedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jangadapedra.blogspot.com/feeds/7180722790450371820/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32412576&amp;postID=7180722790450371820&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/7180722790450371820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/7180722790450371820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jangadapedra.blogspot.com/2009/01/tenha-cuidado-com-este-inverno-vai-ser.html' title='Tenha cuidado com este Inverno. Vai ser muito frio…e caro!'/><author><name>Nuno Banza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03094986805651325673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWnk_tliYFI/AAAAAAAAAEA/R8dqDrJ_Zrs/S220/myphoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWvoC72y7xI/AAAAAAAAAEw/u6-J39m-Iz8/s72-c/04122665_28471.jpg.image.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32412576.post-3676792175077445497</id><published>2008-12-30T23:00:00.003Z</published><updated>2008-12-30T23:15:35.207Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SVqrhYe2ifI/AAAAAAAAAD0/pMoscupacIQ/s1600-h/adamastor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285725702668585458" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 92px; CURSOR: hand; HEIGHT: 135px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SVqrhYe2ifI/AAAAAAAAAD0/pMoscupacIQ/s320/adamastor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Num ano que se avizinha cinzento e tristonho, em que o ambiente de crise reina, não resisto a relembrar um poema de Pessoa, que me inspira a encontrar forças para um novo ano. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Monstrengo, Fernando Pessoa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O Monstrengo que está no fim do mar,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na noite de breu ergueu-se a voar &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;À roda da nau voou três vezes,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Voou três vezes a chiar,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E disse “Quem é que ousou entrar&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nas minhas cavernas que não desvendo,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Meus tectos negros do fim do mundo?”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E o homem do leme, disse tremendo,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“El-Rei D. João Segundo!”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“De quem são as velas onde me roço?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;De quem as quilhas que vejo e ouço?”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Disse o Monstrengo, e rodou três vezes,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Três vezes rodou imundo e grosso,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“Quem vem poder o que só eu posso,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que moro onde nunca ninguém me visse&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E escorro os medos do mar sem fundo?”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E o homem do leme tremeu, e disse,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“El-Rei D. João Segundo!”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Três vezes do leme as mãos ergueu,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Três vezes ao leme as reprendeu,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E disse no fim de tremer três vezes,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“Aqui ao leme sou mais do que eu:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sou um povo que quer o mar que é teu&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E mais que o Monstrengo, que me a alma teme&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E roda nas trevas do fim do mundo,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Manda a vontade, que me ata ao leme,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;De El-Rei D. João Segundo!”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32412576-3676792175077445497?l=jangadapedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jangadapedra.blogspot.com/feeds/3676792175077445497/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32412576&amp;postID=3676792175077445497&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/3676792175077445497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/3676792175077445497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jangadapedra.blogspot.com/2008/12/num-ano-que-se-avizinha-cinzento-e.html' title=''/><author><name>Nuno Banza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03094986805651325673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWnk_tliYFI/AAAAAAAAAEA/R8dqDrJ_Zrs/S220/myphoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SVqrhYe2ifI/AAAAAAAAAD0/pMoscupacIQ/s72-c/adamastor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32412576.post-7852575086048668378</id><published>2008-12-14T23:02:00.003Z</published><updated>2008-12-14T23:24:43.198Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barreiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desenvolvimento Sustentável'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TTT'/><title type='text'>Uma nova travessia do Tejo - Excelente! Mas só isso não chega! E o resto…?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SUWRHDpZPsI/AAAAAAAAADU/XbNgEFi-2uY/s1600-h/011020081119.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279785688585813698" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SUWRHDpZPsI/AAAAAAAAADU/XbNgEFi-2uY/s320/011020081119.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho por hábito em relação aos textos que escrevo, deixar sempre algum contributo para uma reflexão positiva sobre o Barreiro, e raramente recorro a exemplos ou informações pessoais, a não ser aquelas que têm a ver com a minha visão de alguns factos, mas hoje vou quebrar essa regra e partilhar convosco um acontecimento pessoal, porque me ajuda a chamar a atenção para algo muito importante, que é a qualidade de vida numa cidade – o Barreiro – que se espera estar no caminho da sustentabilidade. E começando exactamente por aí, devo dizer que o conceito de sustentabilidade encerra três dimensões distintas – a ambiental, a social e a económica. Só que não tendo aqui lugar para a discussão destas três vertentes, e sem prejuízo de o vir a fazer mais tarde, vou centrar-me num detalhe da dimensão social – a vertente da saúde.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É que se dá o feliz facto de eu ser pai de um garoto de 4 anos que, tendo sido genericamente uma criança saudável até hoje, atravessou um episódio problemático há cerca de um ano, o que, não tendo deixado – felizmente - marcas permanentes, continua ainda hoje a trazer-me num estado de preocupação algo acima do que se pode considerar normal. Mas de resto, ainda que em diferentes níveis, a generalidade dos pais atravessa este estado de preocupação e a maior parte das crianças vai felizmente crescendo com a saúde e a alegria necessárias para que venham a ser adultos saudáveis. Neste percurso, muitas são as vezes em que o caminho para esse equilíbrio se faz de altos e baixos e, representando as crianças, um dos grupos mais frágeis da nossa população, compreende-se que os momentos problemáticos constituam uma razão especial de preocupação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No contexto febril em que o meu garoto se encontrava no passado Domingo, e avizinhando-se uma noite complicada, decidi levá-lo ao serviço de Urgência Pediátrica do Hospital de N.ª Sr.ª do Rosário do Barreiro - local onde recorro sempre que se mostra necessário – para que pudesse ser observado. O panorama à chegada não me parecia nada convidativo – a sala de espera estava cheia, de entre pais, avós e outros acompanhantes e crianças, estando algumas delas já espalhadas pelo corredor de acesso e respectiva sala de entrada. Depois de uma triagem por uma enfermeira, restou-me aguardar em pé na sala de entrada, com o garoto ao colo, a “ferver” a “bicharada” que o atacara. Após uma espera exasperante de mais de duas horas, e respondendo à chamada, foi possível submeter o garoto à observação do clínico de serviço, que “grosso modo” não concluiu nada que não soubéssemos já. O rapaz tinha febre mas não tinha quaisquer outras manifestações, pelo que aconselhou que recolhêssemos a casa e, caso ele piorasse, voltássemos então a uma nova consulta na urgência pediátrica. À saída, e após todo aquele tempo de espera, desejei com muita força que tal não fosse necessário. Mas infelizmente não fui “atendido” nesse meu pedido, e no dia seguinte, pouco após as 13h – mais precisamente com o registo de entrada das 13:28h - voltámos ao sítio de onde tínhamos saído cerca de 12 horas antes, porque se verificou o que havia sido vaticinado pelo clínico – ele piorou. Podem não acreditar, porque até eu próprio tive dificuldade à chegada, mas o panorama do dia seguinte era ainda pior que o anterior. A descrição não consegue dar uma ideia do caos instalado naquele serviço. Esperámos cerca de uma hora para que fosse possível fazer a triagem ao garoto, e de forma até ridícula pelo inaceitável da situação, aquele “episódio de urgência” foi concluído às 17:33h, mais de 4 horas depois de ter dado entrada. Naquelas mais de quatro horas de espera, comuns a cerca de 50 crianças e respectivos acompanhantes, inúmeras foram as reclamações verbais aos funcionários auxiliares e enfermeiras que se conseguiam ver ocasionalmente para cá da porta, pelo despropositado e inaceitável tempo de espera – que de forma quase automática, a auxiliar anunciava superior a 4 horas. Desde uma mãe que várias vezes perguntou se poderia ausentar-se para dar comida à criança, até outra mãe que esperou cerca de 3 horas para que em 2 minutos o clínico pudesse transmitir-lhe que as análises da sua criança não revelavam nenhuma alteração e que poderia ir-se embora, inúmeros foram os impropérios a que quem passou a tarde naquele serviço, pôde assistir. Mas o mais inacreditável desta história foi que, inexplicavelmente, em todo aquele tempo, apenas uma mãe perguntou como poderia reclamar daquele serviço, que só desavergonhadamente se pode chamar de urgência – ainda por cima pediátrica.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É verdade que todos sabemos que falta fazer muita coisa para que possamos dizer que temos uma cidade sustentável. Em qualquer uma das três dimensões que referi. Mas se me pedissem para estabelecer prioridades, sem qualquer dúvida que a saúde apareceria num dos primeiros lugares. E nesta escolha, estou certo que não estou sozinho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando vejo noticiado que a Assembleia Municipal do Barreiro aprovou por unanimidade o parecer favorável à nova travessia do Tejo no Corredor Chelas Barreiro, tenho vontade de propor que aprove também uma auditoria externa e séria aos serviços de urgência do Hospital de N.ª Sr.ª do Rosário do Barreiro. Porque confesso-vos que estou muito satisfeito com a decisão da ponte, mas quero viver numa cidade onde as condições de qualidade de vida são valorizadas como um todo, e não se regem por padrões tão baixos como estes, que permitem que situações como as que se passaram este fim-de-semana comigo e com muitas outras pessoas, sejam consideradas normais. Porque não são!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nuno Banza&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32412576-7852575086048668378?l=jangadapedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jangadapedra.blogspot.com/feeds/7852575086048668378/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32412576&amp;postID=7852575086048668378&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/7852575086048668378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/7852575086048668378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jangadapedra.blogspot.com/2008/12/uma-nova-travessia-do-tejo-excelente.html' title='Uma nova travessia do Tejo - Excelente! Mas só isso não chega! E o resto…?'/><author><name>Nuno Banza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03094986805651325673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWnk_tliYFI/AAAAAAAAAEA/R8dqDrJ_Zrs/S220/myphoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SUWRHDpZPsI/AAAAAAAAADU/XbNgEFi-2uY/s72-c/011020081119.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32412576.post-5724454061785282619</id><published>2008-11-04T23:09:00.002Z</published><updated>2008-12-14T23:25:08.576Z</updated><title type='text'>A Cidade – de fonte de problemas a fonte de soluções!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SUWTQgYg6zI/AAAAAAAAADc/U1ncBksyheA/s1600-h/240920081101.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279788049941719858" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SUWTQgYg6zI/AAAAAAAAADc/U1ncBksyheA/s320/240920081101.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde que o Homem se tornou sedentário, que organizou a vida em sociedade com base na construção de núcleos habitacionais, de dimensão variável em função de um conjunto de factores como as características geográficas, climáticas entre outras. Com o passar dos tempos, alguns desses pequenos núcleos foram crescendo, outros foram desaparecendo, mas muitos deram origem a grandes metrópoles, algumas de importância histórica, das quais fazem parte cidades como Roma, Atenas e muitas outras espalhadas pelo mundo. Desde sempre que a gestão das cidades foi polémica. Se imaginarmos os problemas que se colocavam ao nível das necessidades básicas numa cidade, como o abastecimento de água, a drenagem dos esgotos e recolha de resíduos, ou outras necessidades também muito importantes como o fornecimento de alimentos, ou até a convivência permanente com os animais quer os usados como apoio aos trabalhos do campo e nas deslocações (cavalos, burros e bois) bem como os animais criados para servirem de alimento (galinhas, porcos, ovelhas, cabras, etc) é fácil imaginar uma série de dificuldades práticas, que muitas vezes se traduziram em problemas sérios de saúde pública, como a peste, a cólera, entre muitos outros. Porém, a concentração de pessoas sempre permitiu resolver problemas de escala e encontrar soluções para um conjunto de dificuldades, que seriam impossíveis de resolver de outra forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em regimes mais ou menos democráticos, a gestão das urbes é uma matéria que esteve sempre envolvida em polémica. Nos dias de hoje também a cidade continua a estar permanentemente envolvida em quezílias bairristas, partidaristas, de vizinhança e muitas vezes até clubistas, que vão alimentando a sua vivência. As cidades foram desde sempre uma forma útil que o homem encontrou para ter segurança, ter condições de vida mais favoráveis, criar condições de desenvolvimento social para fazer face às suas crescentes necessidades, o que faz com que a cidade possa ser vista como um organismo vivo e dinâmico. Com mais ou menos problemas, cada cidade faz o seu caminho, em função dos estímulos que lhe são fornecidos e vai encontrando formas de se desenvolver. É certo que muitas vezes a leitura que se faz desse desenvolvimento é ao mesmo tempo muito negativa e muito positiva, e permite até alimentar teses de catastrofismo, ou de ressurreição, muito convenientes em função dos interlocutores. Porém, a experiência mostra que as cidades são acima de tudo inteligentes na forma como resolvem os seus problemas. Grandes conflitos de interesses entre os actores das cidades geraram oportunidades únicas para encontrar soluções expeditas e inovadoras nunca antes experimentadas.&lt;br /&gt;No caso do Barreiro, muito se tem dito e escrito sobre o rumo que a cidade está a seguir, e no qual o dia de ontem terá certamente um lugar de destaque. Não estou completamente certo que este é o melhor rumo, ao mesmo tempo que se me levantam dúvidas em relação a algumas opções concretas. Mas no meio das dúvidas que tenho e que certamente serão comuns a muitos Barreirenses, tenho algumas certezas que me deixam dormir descansado. É que a Cidade do Barreiro, como muitas cidades por esse mundo fora, é um sistema vivo, e os seus habitantes têm um papel preponderante na construção do seu futuro. Estimular a sua participação activa e informada é uma responsabilidade comum a todas as instituições públicas, mas não deixa de ser um dever de todos os habitantes contribuírem activamente para a construção do futuro que se quer para a cidade onde vivem. Quanto maior for a diversidade de opiniões, mais ricas serão as soluções que se constroem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É função dos decisores fazerem isso mesmo - decidir. Sabemos sempre que essas decisões não darão resposta às expectativas de todos os habitantes da cidade. O que temos de exigir é que essas opções sejam honestas. Se as opções que agora se constroem, se mostrarem no futuro acertadas, a cidade continuará o seu caminho assente nessas opções. Se elas se mostrarem erradas e geradoras de mais problemas que soluções, com toda a certeza que encontraremos forma de transformar essas ameaças em oportunidades e faremos o nosso caminho, caminhando. O Barreiro não começou, nem acabou ontem!&lt;br /&gt;Como enuncia o ICLEI – International Council for Local Environmental Iniciatives (Conselho Internacional para as Iniciativas Ambientais Locais): “É necessário criar comunidades sustentáveis, através de economias locais viáveis, justas, pacíficas e integradoras, eco-eficientes e assentes em cidades saudáveis.” É este o objectivo para uma nova cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nuno Banza&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32412576-5724454061785282619?l=jangadapedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jangadapedra.blogspot.com/feeds/5724454061785282619/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32412576&amp;postID=5724454061785282619&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/5724454061785282619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/5724454061785282619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jangadapedra.blogspot.com/2008/11/cidade-de-fonte-de-problemas-fonte-de.html' title='A Cidade – de fonte de problemas a fonte de soluções!'/><author><name>Nuno Banza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03094986805651325673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWnk_tliYFI/AAAAAAAAAEA/R8dqDrJ_Zrs/S220/myphoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SUWTQgYg6zI/AAAAAAAAADc/U1ncBksyheA/s72-c/240920081101.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32412576.post-8238086748668927519</id><published>2008-10-07T23:22:00.000+01:00</published><updated>2008-12-14T23:23:35.315Z</updated><title type='text'>A moda das certificações – felizmente que algumas valem mesmo a pena!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SUWVZnEDxII/AAAAAAAAADk/WrNS0urseJs/s1600-h/toolsForFront197x197.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279790405377049730" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 197px; CURSOR: hand; HEIGHT: 197px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SUWVZnEDxII/AAAAAAAAADk/WrNS0urseJs/s320/toolsForFront197x197.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje em dia quase todos os rótulos têm um símbolo, ou vários, que nos chamam a atenção, por serem normalmente pequenos, terem uns números ou umas letras e alguns deles até mesmo estarem escritos noutra língua que não o português. Com a generalização do consumo, e o avanço da utilização da tecnologia na produção de bens, começou a sentir-se a necessidade de diferenciar os produtos bons dos outros menos bons, e terá sido eventualmente esse o ponto de viragem para o investimento na certificação de produtos. Com certeza se lembram da pasta de dentes que era recomendada pela Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária, ou da manteiga que era recomendada pela Fundação Portuguesa de Cardiologia, entre muitas outras. Na verdade, estamos a falar da associação de um nome ou de uma marca a um determinado produto, para que daqui se conclua que este é de confiança, de qualidade ou até melhor que qualquer dos outros seus concorrentes. Num processo mais ou menos semelhante, começaram a ser trazidos para o mercado, alguns princípios de normalização, usados há muito entre a comunidade científica para a troca de conhecimento e experiências. Esta normalização permite tornar comparáveis, vários processos e produtos, levados a cabo em situações, ou mesmo países diferentes. Na Europa, foram sendo desenvolvidos vários sistemas de normalização e criadas normas, vulgarmente conhecidas por EN, ou mesmo até começadas por ISO (International Organization for Standardization) Organização Internacional de Estandardização, que são hoje muito comuns e algumas mesmo muito conhecidas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muitos são hoje os sistemas criados para certificar tudo e mais alguma coisa. Há uns tempos escrevi aqui sobre a Certificação Energética de Edifícios, obrigatória para todos os edifícios a partir de Janeiro de 2009, e levada a cabo por via governamental através da ADENE – Agência nacional de energia. Mas além deste sistema, muitos outros são hoje usados pelos agentes económicos, para de alguma forma se tentarem distinguir uns dos outros. Muitas vezes para o cidadão comum, essa diferenciação é impossível, porque não só os sistemas e selos de qualidade e certificados são tantos e todos tão diferentes, que além de ser imperceptível, penso que começa a ser já hoje, infelizmente, pouco valorizado. Mas no meio de tantos sistemas destes, há alguns que se destacam pela sua qualidade, pela sua importância ao nível do que representam em termos de responsabilidade social das empresas, e mesmo até pela sua actualidade, e tentativa de liderar o mercado pelo lado da qualificação da oferta, integrando as melhores tecnologias disponíveis a vários níveis.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na Europa, uma organização, BRE – Building Research Establishment (Organização de Investigação em Edifícios) lidera há vários anos um processo de Certificação que visa reduzir os Impactes dos projectos no ambiente, envolvendo já cerca de 100.000 edifícios certificados e tendo cerca de 700.000 em lista para serem auditados e certificados. (&lt;a href="http://www.breeam.org/"&gt;http://www.breeam.org/&lt;/a&gt;) Trata-se de um processo de certificação complexo e diversificado, que se aplica a edifícios de utilizações tão diferentes como habitação, escritórios, tribunais, unidades industriais, prisões, Centros Comerciais e Grandes Superfícies Comerciais, escolas, auditórios, entre outros. Através da análise de um largo conjunto de itens como a gestão, o uso e consumo de energia, a saúde e bem-estar, a geração de poluição nomeadamente do ar e água, os transportes, o uso do solo, as questões da ecologia, o balanço de materiais e análise do seu ciclo de vida e o consumo e uso eficiente da água, é atribuída uma classificação ponderada aos edifícios auditados. O resultado final é largamente difundido pelas pessoas para que possam saber o real impacte de cada um destes projectos, ao mesmo tempo que eles são enriquecedores do ponto de vista das cidades e vilas onde se desenvolvem, por serem uma efectiva mais-valia do ponto de vista ambiental.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tendo sido considerado o melhor sistema mundial de classificação de Edifícios, é um desafio que se coloca indubitavelmente a uma região como a Margem sul do Tejo, onde tantas novas intenções de projectos se estão actualmente a prospectivar, e algumas mesmo até a concretizar. Espero que no meio das certificações tão badaladas e que os promotores muito gostam de referir, tendo muitas delas interesse apenas para os próprios, se comecem também a apontar baterias para exigir processos de certificação que defendem acima de tudo o interesse das cidades onde estes se vão inserir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nuno Banza&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32412576-8238086748668927519?l=jangadapedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jangadapedra.blogspot.com/feeds/8238086748668927519/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32412576&amp;postID=8238086748668927519&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/8238086748668927519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/8238086748668927519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jangadapedra.blogspot.com/2008/10/moda-das-certificaes-felizmente-que.html' title='A moda das certificações – felizmente que algumas valem mesmo a pena!'/><author><name>Nuno Banza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03094986805651325673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWnk_tliYFI/AAAAAAAAAEA/R8dqDrJ_Zrs/S220/myphoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SUWVZnEDxII/AAAAAAAAADk/WrNS0urseJs/s72-c/toolsForFront197x197.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32412576.post-4301229997589311141</id><published>2008-10-01T17:53:00.003+01:00</published><updated>2008-12-14T23:25:54.798Z</updated><title type='text'>O meu testemunho sobre a Candidatura do Pedro Passos Coelho no PSD</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SOOrbichZ5I/AAAAAAAAACQ/wHPfd9Mi1Js/s1600-h/IR__8801.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252230080035383186" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SOOrbichZ5I/AAAAAAAAACQ/wHPfd9Mi1Js/s320/IR__8801.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gosto de pensar que é possível mudar para melhor. Ter objectivos claros e ambiciosos, lutar por sonhos e combater a resignação! Porque acredito numa sociedade justa e democrática, reformista nas ideias e nos conceitos, que não se contenta com a redutora ideia de desenvolvimento, mas antes aposta na inovação e no conhecimento como base para a construção de um futuro de sucesso. Defendo classes criativas e empreendedoras, funcionais na diversidade e autónomas. Acredito que só um conceito renovado de sociedade, liberal e solidária, dará a Portugal e aos Portugueses a força e a determinação de se tornarem competitivos e encontrarem o seu espaço no seio de uma nova Europa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque é dentro do PSD que Pedro Passos Coelho defende e procura, que encontro a resposta a estas ideias, é a ele que darei duplamente o meu voto, não só porque acredito que ele será o próximo presidente do PSD, mas porque espero e desejo que venha a ser em 2009 o próximo Primeiro-Ministro de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nuno Banza&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32412576-4301229997589311141?l=jangadapedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jangadapedra.blogspot.com/feeds/4301229997589311141/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32412576&amp;postID=4301229997589311141&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/4301229997589311141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/4301229997589311141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jangadapedra.blogspot.com/2008/10/o-meu-testemunho-sobre-candidatura-do.html' title='O meu testemunho sobre a Candidatura do Pedro Passos Coelho no PSD'/><author><name>Nuno Banza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03094986805651325673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWnk_tliYFI/AAAAAAAAAEA/R8dqDrJ_Zrs/S220/myphoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SOOrbichZ5I/AAAAAAAAACQ/wHPfd9Mi1Js/s72-c/IR__8801.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32412576.post-7611768865887386736</id><published>2008-09-27T16:04:00.001+01:00</published><updated>2008-09-27T16:07:07.648+01:00</updated><title type='text'>Uma Nova Classe Criativa Deve Vingar - A Responsabilidade Social do Barreiro também é nossa!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Será que haverá muitas terras como o Barreiro, que são adoptadas por pessoas com tanto valor como o Kira e que não conseguem adoptar essas pessoas? O Dr. José Pedro da Costa dizia: "Se eu fosse o Vitorino Nemésio, toda a gente me daria valor, assim como sou o José Pedro da Costa, do Barreiro..." Este sentimento de que ninguém é defendido pelo Barreiro será possível de explicar? Não sei! Mas que será certamente necessário inverter, disso não tenho dúvidas. Será que o Barreiro não tem capacidade de criar e amar os seus filhos? E será que não tem capacidade de adoptar aqueles que decidiram adoptar esta terra como mãe? Falta ao Barreiro uma classe de mecenas, que desinteressadamente partilhem um pouco do que é seu em prol de um bem comum. Seja tempo, dinheiro, influência, ou qualquer outra coisa que ajude a construir algo comum. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não consigo deixar de pensar que numa terra onde tanto se viveu o associativismo, e de alguma forma ainda se vive, não sejamos capazes de criar uma corrente cultural forte e acolhedora para os nossos artistas. Não consigo perceber como não somos capazes de envolver as grandes e as pequenas empresas, não só de agora, para que assumam a sua responsabilidade social e com esse contributo estimulem o aparecimento de uma classe cultural que acolha os artistas do Barreiro - Todos! Uma das ideias que o Prof. António Câmara mais vezes repetiu, sobre o futuro do Barreiro, foi a oportunidade de criar condições para a fixação de uma classe criativa no Barreiro, que pudesse acolher jovens artistas e que desse apoio à sua afirmação global. E que pudesse naturalmente capitalizar o património cultural do Barreiro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Falta desenvolver no Barreiro uma parte decisiva de uma estrutura social sustentável – o exercício sistemático da responsabilidade social empresarial, conhecido desde a idade média como mecenato. É preciso envolver as empresas na vida cultural da cidade de forma activa, permanente e consequente. Isso será determinante para que a classe de artistas do Barreiro possa ser acarinhada. Isso será determinante para podermos aspirar a ser competitivos como destino de novos artistas e vir a ter uma classe criativa forte e valiosa no futuro, que possa valorizar o património cultural que o Barreiro possui, legado pelo Kira, pelo Augusto Cabrita, pelo Manuel Cabanas e por tantos outros. Temos de deixar de estar sentados à espera que os poderes públicos assumam uma responsabilidade, que muitas vezes nem percebem que também é sua. Se formos capazes de criar um movimento social que lance este projecto, teremos dado o primeiro passo de um caminho que não é fácil nem curto, mas que é de certeza muito proveitoso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nuno Banza&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32412576-7611768865887386736?l=jangadapedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jangadapedra.blogspot.com/feeds/7611768865887386736/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32412576&amp;postID=7611768865887386736&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/7611768865887386736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/7611768865887386736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jangadapedra.blogspot.com/2008/09/uma-nova-classe-criativa-deve-vingar.html' title='Uma Nova Classe Criativa Deve Vingar - A Responsabilidade Social do Barreiro também é nossa!'/><author><name>Nuno Banza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03094986805651325673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWnk_tliYFI/AAAAAAAAAEA/R8dqDrJ_Zrs/S220/myphoto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32412576.post-8537377637596352253</id><published>2008-04-29T19:19:00.003+01:00</published><updated>2008-12-14T23:26:17.109Z</updated><title type='text'>Poupar energia em casa – vamos começar por não deitar dinheiro fora!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SBdnn4QFZJI/AAAAAAAAACE/Y7wOZuNbXmI/s1600-h/11042008379.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194734630007563410" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SBdnn4QFZJI/AAAAAAAAACE/Y7wOZuNbXmI/s320/11042008379.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A Energia está na Ordem do Dia. Nunca como agora o preço do petróleo esteve tão alto. E não nos podemos esquecer que esta é uma das mais importantes fontes de energia, quer seja directamente para os transportes, quer de forma indirecta para a produção de electricidade. Tal dependência já deu origem a muitos escritos, com a Europa a estar empenhada como nunca esteve, numa estratégia conjunta para a Energia, que possa unir os 27 Estados membros.&lt;br /&gt;Mas descendo um pouco à nossa realidade mais próxima, gostava de chamar a atenção para um aspecto do consumo de energia, que quase nunca é valorizado, mas que no seu conjunto representa uma parte importante do trabalho que temos de fazer enquanto consumidores, na procura de uma conduta mais eficiente. Trata-se do consumo respeitante aos chamados consumos em “stand-by” (estar ligado mas sem estar a funcionar) e “off-power” (estar desligado, mas mantendo a ligação da ficha à tomada). Os mais diversos tipos de electrodomésticos, desde os pequenos aos grandes, são uma presença comum nas nossas casas. Com maior ou menor utilização, seja em período de ponta, cheio ou vazio (horas em que os consumos são máximos, médios ou mínimos, respectivamente), muitos são os que possuem estados de “stand-by” e ainda uma maior parte são aqueles que se encontram sempre ligados às tomadas, e que mesmo sem estar a funcionar, continuam a consumir energia (“off-power”). Ora, uma primeira ideia que normalmente temos é a de que os consumos destes equipamentos são muito baixos, quase mesmo irrelevantes, não sendo por isso muito motivante fazer seja o que for quanto a isto. Pois então vejamos alguns dados que nos mostram que talvez valha a pena pensar duas vezes, não só pelo que eles representam ao nível de cada habitação, mas também pelo seu significado a nível nacional.&lt;br /&gt;No que toca ao consumo doméstico, pode ser apontado, mesmo sendo conservativo na análise, que o consumo de um equipamento em “stand-by” ou “off-power” pode considerar-se em média da ordem dos 3W, variando muito numa habitação de tipologia média, o número de equipamentos de que estamos a falar. Mas concordarão que não será difícil ter duas televisões, um micro-ondas, um leitor de DVD ou vídeo, um despertador digital, um monitor de computador, uma consola de jogos, um forno com relógio, uma aparelhagem Hi-Fi com relógio, ou até um carregador de telemóvel que está sempre ligado à tomada, mesmo que não esteja a carregar nada. Mas vamos considerar que desta lista de cerca de 10 coisas, temos em nossas casas apenas 8, quaisquer que elas sejam. Para estes 8 equipamentos, temos então, 24Wh de consumo para “standby” e “off-power”dos equipamentos. Numa rápida operação de multiplicar, percebemos que por dia, eles consumirão cerca de 576Wh, e que num ano isso representará cerca de 210,24 kWh. Ao preço que é pago o kW, no consumo doméstico - 0.142 €/kW, isso representa pagar cerca de 30€/ano para consumir energia sem qualquer uso. Dispenso-me a dizer o que cada um pode fazer com esses 30 €, mas não posso deixar de lembrar que por exemplo as quotas dos Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste no Barreiro são de 12 € por ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao nível nacional, esta questão assume contornos ainda mais interessantes se pensarmos que existiam em 2007 cerca de 4,7 milhões de consumidores domésticos. Aqui vamos considerar 3 factores – o custo deste consumo, a potência a instalar (produção de energia em barragens, centrais termoeléctricas ou outras) para fazer face a este consumo e as emissões de CO2 resultantes. Sobre o custo, multiplicando os tais 30 € por 4,7 milhões de consumidores, em cada ano que passa, verifica-se um gasto sem qualquer utilidade de cerca de 141 milhões de Euros. Quanto à potência de produção a instalar para fazer face a este consumo, e atendendo aos 24Wh de consumo em cada habitação, esta corresponde a cerca de 113MW para o total dos consumidores. Como referência para facilidade de percepção do leitor, poderemos apontar que a Central termoeléctrica da EDP no Barreiro, tem uma potência instalada de cerca de 56MW, e que a Barragem de Vilarinho das Furnas, no Gerês tem uma potência instalada de cerca de 125MW, ou que a Barragem de Castelo de Bode tem uma potência instalada de 159MW.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é verdade que a energia eléctrica produzida através de barragens é considerada limpa por praticamente não ter emissões de CO2, já o seu impacte ambiental é dos mais devastadores para os ecossistemas naturais, a par do seu altíssimo custo de construção. Da mesma forma, evitar a produção desta quantidade de energia através de termoeléctricas poderia representar a não emissão de 600 000 ton/CO2 para a atmosfera, em cada ano. Curiosamente, se considerarmos um valor de 20 €/ton de CO2 emitido, no mercado das emissões de CO2, esta emissão representa cerca de 12 milhões de Euros em licenças de emissão. Tudo somado, os 141 milhões de Euros de custo e mais estes 12 milhões de Euros em licenças, a juntar a tudo o resto que já se referiu, justifica plenamente na minha perspectiva uma alteração de comportamentos. Um país que é pobre, mesmo quando não se diz como tal ou se convence do contrário, não se pode dar ao luxo de deitar fora 153 milhões de Euros por ano.&lt;br /&gt;Nuno Banza&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32412576-8537377637596352253?l=jangadapedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jangadapedra.blogspot.com/feeds/8537377637596352253/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32412576&amp;postID=8537377637596352253&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/8537377637596352253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/8537377637596352253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jangadapedra.blogspot.com/2008/04/poupar-energia-em-casa-vamos-comear-por.html' title='Poupar energia em casa – vamos começar por não deitar dinheiro fora!'/><author><name>Nuno Banza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03094986805651325673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWnk_tliYFI/AAAAAAAAAEA/R8dqDrJ_Zrs/S220/myphoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SBdnn4QFZJI/AAAAAAAAACE/Y7wOZuNbXmI/s72-c/11042008379.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32412576.post-1507437617400458137</id><published>2008-04-14T19:10:00.001+01:00</published><updated>2008-04-14T19:23:39.124+01:00</updated><title type='text'>Uma extraordinária actuação do Coro de Cork</title><content type='html'>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-7d5b5810127acaaf" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v23.nonxt4.googlevideo.com/videoplayback?id%3D7d5b5810127acaaf%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331434555%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D60BF02B4F915D167B2AA37F3793D9B64D650252D.3134FB241508F463CF61F560F8F0004992D8DD03%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D7d5b5810127acaaf%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3Df8um7stQmUKiDKUDZkbNuuC446A&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v23.nonxt4.googlevideo.com/videoplayback?id%3D7d5b5810127acaaf%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331434555%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D60BF02B4F915D167B2AA37F3793D9B64D650252D.3134FB241508F463CF61F560F8F0004992D8DD03%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D7d5b5810127acaaf%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3Df8um7stQmUKiDKUDZkbNuuC446A&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32412576-1507437617400458137?l=jangadapedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=7d5b5810127acaaf&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jangadapedra.blogspot.com/feeds/1507437617400458137/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32412576&amp;postID=1507437617400458137&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/1507437617400458137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/1507437617400458137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jangadapedra.blogspot.com/2008/04/uma-extraordinria-actuao-do-coro-de.html' title='Uma extraordinária actuação do Coro de Cork'/><author><name>Nuno Banza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03094986805651325673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWnk_tliYFI/AAAAAAAAAEA/R8dqDrJ_Zrs/S220/myphoto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32412576.post-3300753059362510171</id><published>2008-03-14T10:50:00.004Z</published><updated>2008-12-12T07:21:12.574Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/R9pb28gcSoI/AAAAAAAAAB8/vNY5aUroPkA/s1600-h/12032008248.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177551721129069186" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/R9pb28gcSoI/AAAAAAAAAB8/vNY5aUroPkA/s320/12032008248.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Re-publicação de um artigo para o Jornal Rostos de Novembro de 2006, ilustrado com uma foto da Costa da Caparica de 12 de Março de 2008&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alterações Climáticas - A Urgência de Agir e Depressa&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“Chegar às primeiras páginas não é garantia de importância. Mas, porvezes, as primeiras páginas justificam-se. As alterações climáticasnão são uma questão de moda: trata-se do nosso futuro. Políticos,empresas, famílias, cidadãos - todos aqueles que têm interesse nofuturo sabem que é necessário actuar agora para gerir os problemas deamanhã.” Estas palavras de Durão Barroso, Presidente da Comissão Europeia, são o espelho de uma enorme mudança de mentalidades a que estamos obrigados. Elas foram proferidas numa altura em que se encontra a decorrer em Nairobi, no Quénia, a Conferência das Nações Unidas para as Alterações Climáticas. Uma iniciativa das Nações Unidas para tentar motivar uma mudança de comportamentos das Nações, porque na verdade, o modelo económico do mundo dito desenvolvido, não contemplava até há pouco tempo as externalidades negativas de que a emissão de gases como o CO2 é um bom exemplo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Alguns números de enquadramentoO avanço da tecnologia veio permitir encontrar respostas e descobrir verdades que estavam antes bem escondidas pela natureza. O Painel Inter-Governamental para as Alterações Climáticas (IPCC) estimou que desde o ano de 1750 até ao ano 2000, a concentração de CO2 da atmosfera subiu 31%, sendo expectável que até ao ano 2100 esta suba, a números de hoje, até aos 250%. Da mesma forma, a concentração de Metano subiu no referido período cerca de 151%. Do total das emissões destes gases, os Estados Unidos da América (EUA) são actualmente responsáveis por cerca de 25%.&lt;br /&gt;Quanto ao comportamento térmico da Terra, tornou-se uma evidência científica que no Século XX a temperatura média da Terra subiu 0,6º C, assim como se sabe que a década de 90 do mesmo Século foi a mais quente desde que se efectuam registos climatológicos sistemáticos (1861). Também foi possível validar cientificamente que 1998 foi o ano mais quente de toda a história dos registos de temperaturas. Ao mesmo tempo que se verificou a subida das temperaturas, outros fenómenos começaram a assustar os estudiosos. Factos como a diminuição do manto de neve que cobre a superfície da terra em 10%, desde 1960, ou a diminuição de 40% da espessura do Árctico desde 1965 até aos nossos dias, começavam já a mostrar um comportamento reactivo da Terra. Como resultado primário destes acontecimentos, verificou-se outro facto preocupante – o nível médio da água do mar subiu 20 cm no Século XX.&lt;br /&gt;Os trabalhos científicos do IPCC mostraram ainda que as previsões para o Século XXI são de um aumento de até 5,8º C na temperatura média da Terra e uma subida de cerca de 88 cm do nível médio da água do mar. Face a este cenário, estados como o Tuvalu, no Pacífico, ficarão com 100% do seu território debaixo de água, tendo já negociado com países vizinhos, como neste caso com a Nova Zelândia o acolhimento de parte da sua população. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os sinais de alertaInúmeros sinais começaram a ser dados pela Terra, mas o Homem continuou a sua saga de desenvolvimento assente nos recursos finitos do petróleo, carvão e gás natural, expelindo para a atmosfera aquilo que sabemos hoje serem quantidades de gases como o CO2, incomportáveis para um sistema natural saudável, que permita o suporte de vida em condições de segurança.&lt;br /&gt;Os registos de anomalias climáticas com perdas de vidas humanas e de bens materiais começaram a ser notícia espaçadamente, para estarem hoje na ordem do dia, de quase todos os dias. O aumento da frequência de ocorrência de furacões, ciclones e tempestades tropicais foi rápido mas não silencioso. As secas e inundações que se tornaram frequentes em muitos locais da Terra, levaram já milhares de vidas humanas, ameaçando muitas mais. Pela primeira vez, Portugal registou um fenómeno climático extremo de escala nacional, pela passagem do Furacão “Gordon” a 21 de Setembro deste ano, contrariando os registos até ai conhecidos em que o Anticiclone dos Açores fazia com que este tipo de fenómenos se desviasse para Norte. O resultado foi a sua passagem pelo território continental deixando um pouco por todo o lado as suas marcas. Desta vez o anticiclone não se comportou como até aqui – estranho? Talvez não!&lt;br /&gt;O degelo das calotes polares, com níveis preocupantes nos anos mais recentes, tem como consequência directa a subida dos níveis médios da água do mar. Este fenómeno associado ao aumento da temperatura média da água, que provoca o seu aumento de volume e assim também a sua subida de nível estão ainda na origem de registos que revelam a mudança de padrões de distribuição de doenças tropicais a par da alteração da distribuição de muitas espécies de seres vivos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;De Quioto a Nairobi – tão longe do fim&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um dos riscos apontados por Al Gore no seu recente trabalho sobre o fenómeno das alterações climáticas, é que a informação obtida pelos cientistas e que justamente pertence à humanidade como património científico, faça passar a opinião pública do descrédito para o desespero. Este medo não deve no entanto impedir que o trabalho continue e se intensifique na justa medida da sua premente necessidade.&lt;br /&gt;O célebre Protocolo de Quioto ratificado por 41 países em 1997, dos quais Portugal fez parte, estabeleceu como período de referência inicial o ano de 1990, tendo como horizonte de aplicação o período 2008 – 2012. Neste período, 35 dos países que assinaram o protocolo comprometeram-se a reduzir as emissões de CO2 em 5% porém, até 2004 a redução efectivamente conseguida ficou-se pelos 3,3%, à custa da redução verificada pelo colapso económico da ex-URSS que representou neste esforço 36,8%.Por outro lado, algumas economias emergentes da Europa de Leste e dos Balcãs registaram entre 2000 e 2004 uma subida de 4,1%. Os objectivos fixados por Quioto de uma redução de CO2 na ordem dos 8% até 2012, apontando uma redução de 60 a 80% em 2050 estão por isso cada vez mais longe de serem atingidos. Portugal, pertencendo aos países a quem foi permitido aumentar as suas emissões, com o objectivo de esse aumento ser associado a um desenvolvimento económico que lhe permitisse a modernização do tecido industrial, está numa situação deveras preocupante. Não só o período decorrido não se pautou por uma efectiva modernização dos sectores responsáveis pela maior parte das emissões, como também o consumo de energia disparou para um aumento da ordem dos 5 % /ano, enquanto o sector dos transportes continua a representar mais de metade da factura nacional de combustíveis. Verificou-se assim que, com um aumento previsto para 2012 de 27% de emissões de CO2 em relação a 1990, Portugal emitia já em 2004 mais 40,8% de CO2 em relação ao ano de referência. Para uma emissão limite de CO2 de 76,3 milhões de Toneladas equivalentes, Portugal identificou um excedente de 5,8 milhões de Toneladas equivalentes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Plano Nacional para as Alterações Climáticas – Promessas ou compromissos sérios?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ao ratificar Quioto, Portugal aceitou entrar num mecanismo financeiro que instituiu um mercado de licenças de emissão de gases com efeitos de estufa, conhecido como mercado do carbono. Este mecanismo traduz para valores de mercado a quantidade de CO2 que é emitida por cada um dos países. Tal facto faz com que a partir de 2012, os estados que excedam as quotas de emissão que lhe foram atribuídas e negociadas no “bolo” global da União Europeia, devem pagar o valor correspondente ao excedente das suas emissões. O Governo Português calculou já o custo estimado que o país terá de suportar – cerca de 348 milhões de euros/ano – tendo já contemplado no orçamento estado de 2007 cerca de 6 milhões de euros e prevendo contemplar para o orçamento de 2008 cerca de 72 milhões de euros. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Consciente do panorama dramático em que Portugal se encontra nesta matéria, o Governo aprovou em Agosto último o Plano Nacional para as Alterações Climáticas (PNAC) que é já uma versão “revista e anotada” dos anteriores porém, as expectativas são já baixas. Face ao compromisso assumido pelo Governo de diminuir 1% ao ano, de 2004 a 2012 a emissão de CO2 cabendo a cada um dos ministérios a fixação das medidas sectoriais que permitirão atingir esta redução, o prazo de 15 de Setembro dado para o fazer já lá vai, e nada foi feito. Às propostas iniciais de um aumento até 2010 de área florestal para 600.000 hectares, o Governo admite já um desvio de 18% - este desvio representará um aumento de emissões por perda da função de sumidouro da floresta em cerca de 930 mil toneladas de CO2/ano. Para a proposta que previa a instalação de cerca de um milhão de metros quadrados de colectores para água quente solar, admite-se já um desvio de 50%, com o consequente aumento da emissão de 140 mil toneladas de CO2/ano. Da mesma forma os objectivos fixados para o abate de veículos em fim de vida terá previsivelmente um desvio de 80%. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Porém, hoje em Nairobi, o Secretário de Estado do Ambiente do Governo Português, afirmou que “Portugal acredita que com escolhas políticas fortes e deliberadas, é possível “descarbonizar” a nossa economia sem criar obstáculos ao desenvolvimento.” Pena é que a realidade nos tem mostrado que esta frase não tem tido até agora significado no país em que este político tem responsabilidades.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A responsabilidade de agir é de todos nós. Nicholas Stern, o especialista inglês que revelou recentemente ao mundo o seu trabalho científico sobre o fenómeno das alterações climáticas diz no seu relatório “Ninguém pode prever com completa certeza as consequências das alterações climáticas porém, nós sabemos já o suficiente para perceber os riscos.” Algumas das conclusões mais prementes deste relatório apontam para o ano de 2025 consequências assustadoras: aumento de 2º C da temperatura média da Terra; 200 milhões de refugiados; perda incalculável de vidas humanas e de biodiversidade; custo financeiro 5 a 20 vezes superior ao de intervir na diminuição de gases com efeito de estufa.Em nome dos habitantes de New Orleans e de muitos outros locais do mundo onde infelizmente se perderam recentemente milhares de vidas humanas não devemos calar o grito de revolta que urge dar, em nome da humanidade, dos nossos filhos. A decisão é de cada um de nós e fazer alguma coisa, mesmo que se pense ser pouco, terá com toda a certeza, na soma total, um significado forte e motivador da mudança de comportamentos da humanidade. Sem vaidades, arrogâncias ou falsas modéstias, todos somos responsáveis.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Alguns conselhos práticos que se podem desde já seguir:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- troque as lâmpadas incandescentes por lâmpadas de baixo consumo. O tempo médio de vida destas é seis vezes superior às convencionais e você evitará por cada lâmpada, a emissão de 68kg de CO2 por ano;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Evite produtos com muita embalagem. Reduzir o seu lixo em 10% pode evitar a emissão de 545kg de CO2;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Pratique e promova a política dos 3 R’s. Reciclar metade do seu lixo doméstico pode reduzir a emissão de cerca de 1.000kg de CO2 por ano.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Visite:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.breathingoceans.org/breathingoceans/index.html"&gt;www.breathingoceans.org/breathingoceans/index.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.climatecrises.net/"&gt;http://www.climatecrises.net/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.quercus.pt/"&gt;http://www.quercus.pt/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32412576-3300753059362510171?l=jangadapedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jangadapedra.blogspot.com/feeds/3300753059362510171/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32412576&amp;postID=3300753059362510171&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/3300753059362510171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/3300753059362510171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jangadapedra.blogspot.com/2008/03/re-publicao-de-um-artigo-para-o-jornal.html' title=''/><author><name>Nuno Banza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03094986805651325673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWnk_tliYFI/AAAAAAAAAEA/R8dqDrJ_Zrs/S220/myphoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/R9pb28gcSoI/AAAAAAAAAB8/vNY5aUroPkA/s72-c/12032008248.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32412576.post-8491307642000444359</id><published>2008-02-24T01:23:00.006Z</published><updated>2008-12-12T07:21:13.444Z</updated><title type='text'>Os movimentos cívicos e as suas análises sobre a vida do país</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/R8DIRyDx8hI/AAAAAAAAABk/y442vA4fiNM/s1600-h/DSC03967.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170352580042289682" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/R8DIRyDx8hI/AAAAAAAAABk/y442vA4fiNM/s320/DSC03967.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um dos desafios mais relevantes na actualidade, em matéria de desenvolvimento sustentável, prende-se com o envolvimento dos cidadãos na tomada das decisões que afectam positiva e negativamente a sua vida e o futuro das sociedades em que estão inseridos. Nas sociedades democráticas, a participação pública nos processos de tomada de decisão assume diversas formas e é condicionada por um conjunto diversificado de variáveis, que vão desde a cultura democrática dessas mesmas sociedades, até à utilização efectiva de soluções avançadas e expeditas de envolvimento real dos cidadãos nas tomadas de decisão.&lt;br /&gt;Se por um lado, todo um conjunto de condicionalismos sociais, económicos, culturais e políticos, parece ter relevância na compreensão do fenómeno da participação, por outro lado, os resultados das políticas públicas em termos da criação de condições para promover a participação pública são de uma tal discrepância, que parece ser difícil encontrar neles uma estratégia comum, quer em termos nacionais, quer até, em termos de abordagem ao nível do espaço europeu. Inúmeras experiências de ordenamento do território e planeamento têm mostrado ambas as faces de uma mesma moeda – por um lado os bons resultados do envolvimento dos cidadãos e a apropriação por estes das soluções produzidas em conjunto; por outro, os ódios e conflitos decorrentes do exercício autoritário do poder da administração sobre os administrados. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A distância cada vez maior dos cidadãos quanto ao exercício de actividade política, deixa antever uma clara disfunção entre o que são os objectivos individuais e as expectativas destes, e o seu envolvimento em acções concretas que contribuam de alguma forma para esses objectivos. Com diferentes formas e conteúdos, a Europa possui vários tipos de normativos que tentam promover a participação dos cidadãos nos processos de tomada de decisão, ao mesmo tempo que tornou as questões da Participação num tema horizontal, integrando-o em várias políticas sectoriais. Passados quase dez anos sobre a assinatura da Convenção de Aarhus, em Junho de 1998, seria interessante avaliar de que forma o segundo pilar da estratégia por ela definida – Participação Pública na Tomada de Decisão - que decorria já de um dos princípios da Declaração do Rio (1992), teve consequência em Portugal. Neste contexto, será então importante ter também como referência para análise a Estratégia de Lisboa e avaliar de que forma os objectivos fixados para o desenvolvimento da Sociedade de Informação podem de alguma forma cruzar-se com a promoção da participação pública. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Quando vemos cada vez mais as organizações da sociedade civil tomarem posição e virem a público tornar claras as suas preocupações sobre diversas questões de importância nacional, assistimos às mais diversas reacções. Muitos se lembrarão das associações cívicas, outrora consideradas algumas vezes "a voz do dono", outras "antros de conspiração". Na verdade, com tradição alargada no tempo, foram votadas ao abandono, esvaziadas quer pelos partidos (compreensivelmente), quer pela desmotivação e desinteresse na vida activa da sociedade, que se viveu cada vez mais no período pós-25 de Abril. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Porém, há hoje, creio, uma inversão desta tendência que deve ser analisada com atenção. Por um lado, os partidos que acolheram a “massa crítica” da sociedade, que tinha intervenção activa, são hoje alvo de duras críticas, muitas delas justificadas, quando tentam fazer aprovar uma legislação que não mais pretende do que esmagar os extremos da ”normal”, reduzindo a expressão dos partidos pequenos e muitas vezes incómodos. Muita da sua energia provém hoje do poder e não do saber, que é por isso regulada pela posição que ocupam no espectro eleitoral e não, como seria de esperar, pelo seu valor próprio e pelo património de valores e saberes que conseguem acolher à sua volta. Este facto é tão mais relevante quando assistimos à crescente manifestação pública de oposições internas às lideranças dos dois maiores partidos políticos portugueses. Com muita vontade de imitar o Rei de Espanha no episódio ”Hugo Chavez”, os seus líderes tentam gerir de forma cirúrgica os afastamentos mais fortes da “ordem normal das coisas”, mas a verdade é que será inevitável por muito mais tempo, conseguir não cobrar bons serviços àqueles que se encontram mandatados para os prestar. Muitas mais associações se irão manifestar, e estou certo que será impossível evitar uma escalada de insatisfação para com a cada vez mais autista reacção de quem, às justas preocupações da sociedade civil, responde com uma análise positiva das reformas em curso. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não resisto a dizer que este PREC – Período de Reformas Em Curso teria muito interesse em ser analisado em detalhe, dada a sua tão interessante semelhança com outros tempos também pautados por muitas medidas reformistas. Não será certamente alheio a este facto, alguns dos protagonistas terem feito “escola” nesses tempos, podendo hoje usar esses tão úteis conhecimentos. Eu atrevia-me até, sem querer parecer pretensioso, a propor ao Sr. Presidente da República que marcasse a data das próximas eleições legislativas para o dia 25 de Novembro. Há quem diga que a história nunca se repete, mas como neste nosso Portugal tudo é possível, sabe-se lá…!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32412576-8491307642000444359?l=jangadapedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jangadapedra.blogspot.com/feeds/8491307642000444359/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32412576&amp;postID=8491307642000444359&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/8491307642000444359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/8491307642000444359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jangadapedra.blogspot.com/2008/02/os-movimentos-cvicos-e-as-suas-anlises.html' title='Os movimentos cívicos e as suas análises sobre a vida do país'/><author><name>Nuno Banza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03094986805651325673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWnk_tliYFI/AAAAAAAAAEA/R8dqDrJ_Zrs/S220/myphoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/R8DIRyDx8hI/AAAAAAAAABk/y442vA4fiNM/s72-c/DSC03967.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32412576.post-2681620418130388148</id><published>2008-01-14T00:08:00.002Z</published><updated>2008-12-12T07:21:13.662Z</updated><title type='text'>(A)Ponte na sua Agenda!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/R8C2JyDx8bI/AAAAAAAAAA0/vIAWrh84JC8/s1600-h/13012008030.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170332651394036146" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/R8C2JyDx8bI/AAAAAAAAAA0/vIAWrh84JC8/s320/13012008030.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se há datas que não nos saem da cabeça, outras temos por vezes muita dificuldade em decorar – acho que isto acontece a toda a gente. Cada um escolhe a sua estratégia para não se esquecer das coisas importantes. Uns andam com calendários de bolso, outros apontam no frigorífico, outros usam as novas tecnologias e aderem ao famoso lembrete no telemóvel, mas a verdade é que não há quase ninguém que consiga ter sempre presente tudo aquilo de que se quer recordar. No entanto, e no meio desses acontecimentos todos, há uns que são impossíveis de esquecer – e em especial se não aconteceram ainda – provocando uma ansiedade que aumenta à medida que a data se aproxima. Esta introdução parece um pouco estranha e até confesso que pode levar a pensar – “Mas que raio é que isto importa?” Pois é! Importa e muito! Garanto-vos que, com o tempo, todos nós vamos ver a ansiedade aumentar até à data em que a Ponte Chelas - Barreiro seja efectivamente uma realidade. E o que é mais curioso é que essa ansiedade vai ter razões tão diferentes, que algumas delas nem vamos conseguir imaginar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mas para aquelas que conseguimos imaginar, vamos lá aqui tentar fazer um exercício. Já imaginaram poder apanhar o comboio e estar no Parque das Nações em 20 minutos? Ou já imaginaram que o Jardim Zoológico fica mais perto que chegar ao Castelo de Palmela? Ou que podemos ir depois de jantar ao Teatro ao D. Maria e voltar a casa a uma hora que nos deixa ir trabalhar sem olheiras no dia seguinte? E já imaginaram que o Museu Industrial da CUF pode ser visitado pelos residentes de Lisboa, tal como vão ao CCB ver a exposição da Colecção Berardo? Ou que as mesmas pessoas podem meter a Bicicleta no comboio e vir dar uma volta à Mata da Machada e voltar a tempo do almoço? Pois é! Dá para imaginar um monte de coisas que a tal ligação nas duas direcções pode permitir fazer. Mas se nos esforçarmos um bocadinho, também dá para imaginar outras coisas. Coisas não muito agradáveis e que para alguns são verdadeiros “Sonhos de uma noite de Verão”. Já imaginaram todos os nossos espaços livres completamente urbanizados e cheios de casas para pôr a morar pessoas que só cá vêm dormir? E já imaginaram se os preços das casas que tanto se fala irem ser construídas com vista para o Rio, forem de tal forma altos que não conseguimos fazer outra coisa senão assistir à sua venda? Enfim, temos uns anos para dar asas à imaginação, ao mesmo tempo que podemos ir estando atentos ao que acontece na realidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E por falar em realidade, se o estudo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) veio trazer aquilo que se espera ser uma nova realidade para o Barreiro, ele é já por si só uma realidade. E esta realidade não diz só que deve haver ponte para o Barreiro no modo rodo-ferroviário. Uma leitura mais atenta à parte que alguns consideram mais “chata” mas também mais detalhada, mostra também por exemplo, que o trajecto de comboio entre o novo aeroporto e Lisboa, por razões de diminuição do tempo de trajecto deve ter apenas 1 paragem entre o aeroporto e a Margem Norte e essa paragem deve ser, não no Barreiro como a maior parte das pessoas esperaria, mas sim no Pinhal Novo, “Recomenda-se um serviço semi-expresso, que efectue a ligação Sete Rios – Entrecampos – Roma/Areeiro – Pinhal Novo – Aeroporto.” In Estudo para a Análise Técnica Comparada das Alternativas de Localização do Novo Aeroporto de Lisboana Zona da Ota e na Zona do Campo de Tiro de Alcochete – LNEC, 2007. Não sendo esta uma ideia muito clara para mim, quanto à sua justiça, ela só me ajuda a pensar que, quer por uma ou outra razão, uma coisa é certa, aponte na sua agenda que a ponte ainda vai dar muito que falar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32412576-2681620418130388148?l=jangadapedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jangadapedra.blogspot.com/feeds/2681620418130388148/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32412576&amp;postID=2681620418130388148&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/2681620418130388148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/2681620418130388148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jangadapedra.blogspot.com/2008/02/aponte-na-sua-agenda.html' title='(A)Ponte na sua Agenda!'/><author><name>Nuno Banza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03094986805651325673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWnk_tliYFI/AAAAAAAAAEA/R8dqDrJ_Zrs/S220/myphoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/R8C2JyDx8bI/AAAAAAAAAA0/vIAWrh84JC8/s72-c/13012008030.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32412576.post-6145924770380121074</id><published>2007-12-11T00:12:00.001Z</published><updated>2008-12-12T07:21:13.950Z</updated><title type='text'>O Natal entre a Alegria de Comprar e o Dever de Reciclar</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/R8C2xiDx8cI/AAAAAAAAAA8/L2sKaJUdBpQ/s1600-h/24122007.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170333334293836226" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/R8C2xiDx8cI/AAAAAAAAAA8/L2sKaJUdBpQ/s320/24122007.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao chegar mais uma época natalícia, e sem entrar em detalhes sobre os hábitos de cada pessoa nesta altura do ano, penso que é aceite por todos que a maioria dos portugueses ocupa uma boa parte dos seus tempos livres mais próximos, à procura da prenda ideal para cada um dos seus entes queridos. O fenómeno que até alguns neo-liberais descrevem como ímpeto consumista desenfreado, não tem infelizmente só consequências financeiras desastrosas nos orçamentos familiares. A verdade é que há uma tradição enraizada de comprar prendas para oferecer quase a toda a gente - seja para o “colega surpresa” sorteado para o típico jantar de natal da empresa, seja para o filhote pequeno do primo que mora na terra dos avós, e que é levada pela sogra – a lista é quase sempre maior de ano para ano, e sempre muito maior do que a vontade de gastar dinheiro a comprá-la. Mas com maior ou menor esforço, a verdade é que a maior parte das pessoas acaba por comprar um sem número de presentes, alguns muito úteis para quem recebe, outros só mesmo úteis (e mesmo assim…?) para quem oferece. Ora se todos conhecemos bem esta realidade, a verdade é que por detrás deste fenómeno está uma outra realidade bem menos simpática e interessante, que a organização da nossa sociedade se encarregou de nos tirar da frente dos olhos. Uma produção de resíduos em quantidades assustadoras, que é encaminhada pelos sistemas de recolha para aterro – à qual é impossível o sistema de recolha selectiva dar resposta atempada e adequada. E como diz o ditado “longe da vista, longe do coração…” Mas não pode ser assim! Simplesmente porque estamos a falar de um problema que inevitavelmente nos trará os custos e os problemas, associados a este comportamento de avestruz – enfiar a cabeça na areia, ou neste caso, o lixo no contentor. Desde papel de embrulho em quantidades que dariam para “embrulhar Portugal”, até fitas de laço com uma extensão maior do que o caminho marítimo para a Índia, todo um monte de desperdícios, com uma efémera finalidade, acabam por afinal permanecer nas nossas vidas muito mais tempo do que aquele que nos serviram e com custos muito superiores à sua utilidade. E com certeza que esta é uma ideia que já passou pela cabeça de todas as pessoas pelo menos uma vez, senão mesmo muitas vezes até. Eu acredito que é preciso conhecer os problemas para poder trabalhar na sua resolução, e não acredito em soluções radicais, mas sim na construção sólida e consequente de soluções, através de pequenos e seguros passos. Por isso, digo que se conseguirmos que cada um de nós individualmente se motive para usar menos algum do papel de embrulho, ou se for criativo e usar folhas de jornal usado e fio de sisal ou de juta como laço, para o fazer, estamos já a dar um pequeno contributo, que somado, dará certamente um resultado positivo. Mas há mais – pense nas prendas que vai oferecer: dê prioridade a produtos duráveis e reparáveis; escolha produtos educativos, que estimulem a inteligência e a criatividade, em especial se se tratar dos mais jovens; evite produtos com excesso de embalagem e não leve para casa embalagens que não necessita – a reciclagem pelos vendedores está facilitada; escolha produtos úteis, daqueles que sabe que não vão ser escondidos no sótão. Enfim, seja solidário e pense um pouco em si e no ambiente que o rodeia. Agradeça a si próprio e motive-se por ter um natal mais ecológico. Feliz Natal!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32412576-6145924770380121074?l=jangadapedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jangadapedra.blogspot.com/feeds/6145924770380121074/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32412576&amp;postID=6145924770380121074&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/6145924770380121074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/6145924770380121074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jangadapedra.blogspot.com/2008/02/o-natal-entre-alegria-de-comprar-e-o.html' title='O Natal entre a Alegria de Comprar e o Dever de Reciclar'/><author><name>Nuno Banza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03094986805651325673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWnk_tliYFI/AAAAAAAAAEA/R8dqDrJ_Zrs/S220/myphoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/R8C2xiDx8cI/AAAAAAAAAA8/L2sKaJUdBpQ/s72-c/24122007.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32412576.post-8147751778166632200</id><published>2007-11-27T00:02:00.000Z</published><updated>2008-12-12T07:21:14.078Z</updated><title type='text'>Cooperação Europeia – a chave para o desenvolvimento.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/R8C1aiDx8aI/AAAAAAAAAAs/cqOnvvHxtfU/s1600-h/31012008106.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170331839645217186" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/R8C1aiDx8aI/AAAAAAAAAAs/cqOnvvHxtfU/s320/31012008106.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quando ouvimos falar de cooperação europeia, somos muitas vezes tentados a pensar em reuniões com pessoas de outros países da Europa, das quais muitas vezes pouco se sabe ou até poucos resultados têm, pensamos nós. Mas para podermos ter a verdadeira noção da importância que tem a nossa relação com outros países, precisamos de pensar um pouco antes, num conjunto de conceitos pouco comuns. Temos então de começar por considerar que os elementos reais são contínuos e só fazem sentido quando enquadrados num contexto ou seja, a noção de vizinhança é impossível de desligar de qualquer elemento, seja ele o que nós quisermos considerar – um território, um povo ou uma cultura. É, por exemplo, impossível contar a história de Portugal sem falar na história da nossa vizinha Espanha. Por outro lado, a interacção dos elementos com a sua vizinhança não conduz à perda de identidade, mas antes ao reforço das suas características próprias. Assim, a multi-culturalidade e a diversidade funcional são construídas num processo de troca de informação e conhecimento. Cada elemento desta interacção é responsável pela partilha dos seus conhecimentos e dos seus legados, numa óptica de interacção aberta e fluida. As características diferenciadoras dos espaços e dos actores são assim o seu capital de troca e de investimento. Porém, este investimento deve sempre ser norteado por um critério de equidade entre o investimento e o retorno gerado. Cada elemento deve e pode ter as legítimas expectativas de ver recompensado o seu esforço, ao mesmo tempo que contribui para a construção de um património comum aos diferentes elementos que se relacionam entre si. Ao mesmo tempo que se recompensam os investimentos individuais, é fundamental potenciar as capacidades intrínsecas através da interacção e da conjugação de pontos comuns. Há aqui porém uma responsabilidade solidária dos mais fortes para com os mais fracos, numa óptica de construção de um bem-estar comum – é este o sentido do conceito subjacente à União Europeia. Todo este trabalho deve por isso ter como elemento de base, a regra inviolável de respeitar as diferenças e manter a identidade, valorizando o património histórico, cultural e social de cada povo, cultura ou lugar.&lt;br /&gt;Tendo então uma Europa funcional e em permanente comunicação – o suporte determinante do processo de cooperação – o resultado deste processo de partilha é um somatório de conhecimento científico disponível para o objectivo inicial – permitir o desenvolvimento. Esta é a experiencia dos quatro anos de trabalho com pessoas de Espanha, Polónia, Holanda e Bélgica. Trazer para o Barreiro o conhecimento das mais recentes investigações na área da participação pública, ao mesmo tempo que é possível experimentar técnicas de visualização de elementos territoriais inovadoras, não só começa um novo caminho no que toca ao envolvimento dos cidadãos, como abre a porta para uma prática de cooperação europeia mais consequente. Tendo a melhoria contínua como objectivo comum, cada um dos países pôde beneficiar desta relação, em que o Barreiro partilhou a experiência de envolvimento directo das pessoas num projecto experimental, e com isso deu a conhecer os pontos fortes e fracos do trabalho comum.&lt;br /&gt;A sequência lógica de um bom resultado é apostar numa estratégia de continuidade. Só faz sentido pensar numa Europa coesa e justa se atendermos às suas diferenças e eliminarmos as suas disfunções. É isso que corporiza a aposta num trabalho conjunto na área da Energia com a criação de uma agência, recorrendo ao apoio da União Europeia. Todo este esforço é para as pessoas e para o território onde vivem. É esse o compromisso do trabalho conjunto, entre todos os países da Europa e dos seus povos. É por isso a cooperação, a chave para o desenvolvimento, não apenas como um conceito intermédio para outros objectivos, mas sim para um desenvolvimento como fim último da sua existência. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32412576-8147751778166632200?l=jangadapedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jangadapedra.blogspot.com/feeds/8147751778166632200/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32412576&amp;postID=8147751778166632200&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/8147751778166632200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/8147751778166632200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jangadapedra.blogspot.com/2008/02/cooperao-europeia-chave-para-o.html' title='Cooperação Europeia – a chave para o desenvolvimento.'/><author><name>Nuno Banza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03094986805651325673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWnk_tliYFI/AAAAAAAAAEA/R8dqDrJ_Zrs/S220/myphoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/R8C1aiDx8aI/AAAAAAAAAAs/cqOnvvHxtfU/s72-c/31012008106.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32412576.post-7768425733397078619</id><published>2007-09-05T23:35:00.001+01:00</published><updated>2008-12-12T07:21:14.207Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/Rt8v4eY34AI/AAAAAAAAAAc/6cFh-_rtleg/s1600-h/12082007(003).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5106853149738000386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/Rt8v4eY34AI/AAAAAAAAAAc/6cFh-_rtleg/s400/12082007(003).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Uma mistura de artes curiosa. Será que ficava bem um graffiti bordado num tapete de arraiolos? Vou propor isso à D. Antónia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32412576-7768425733397078619?l=jangadapedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jangadapedra.blogspot.com/feeds/7768425733397078619/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32412576&amp;postID=7768425733397078619&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/7768425733397078619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/7768425733397078619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jangadapedra.blogspot.com/2007/09/uma-mistura-de-artes-curiosa.html' title=''/><author><name>Nuno Banza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03094986805651325673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWnk_tliYFI/AAAAAAAAAEA/R8dqDrJ_Zrs/S220/myphoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/Rt8v4eY34AI/AAAAAAAAAAc/6cFh-_rtleg/s72-c/12082007(003).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32412576.post-1995421233569153983</id><published>2007-09-05T23:13:00.000+01:00</published><updated>2008-12-12T07:21:14.362Z</updated><title type='text'>Uma cidade de pessoas e para as pessoas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/Rt8wneY34BI/AAAAAAAAAAk/2zWL1cU4VSs/s1600-h/12082007(002).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5106853957191852050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/Rt8wneY34BI/AAAAAAAAAAk/2zWL1cU4VSs/s400/12082007(002).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/Rt8uIeY33_I/AAAAAAAAAAU/2I5LVEv3kZ0/s1600-h/12082007(002).jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No outro dia dei uma volta a pé aqui por perto de casa e confirmei a minha teoria de que o Barreiro é uma cidade com muito valor e muito capital humano de qualidade. Temos de conseguir agarrar as pessoas e virar-nos para fora, em vez de andarmos sempre a carpir mágoas e a dizer mal de nós próprios. Somos tão bons ou piores como todos os outros (como diz sempre o meu amigo CPN). Bastou um banco de rua e um dia de sol, para podermos ver a D. Antónia Costa (a quem agradeço a simpatia) a passar o tempo a fazer mais um dos seus tapetes de arraiolos. Isto é um exemplo de vida urbana. Não é só fazer graffitis, embora eles até fiquem alí bem. É também apoiar estas e muitas outras iniciativas de cidadania. Aqui fica o meu reconhecimento a esta e a muitas outras pessoas que tornam o Barreiro na cidade em que eu quero viver.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32412576-1995421233569153983?l=jangadapedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jangadapedra.blogspot.com/feeds/1995421233569153983/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32412576&amp;postID=1995421233569153983&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/1995421233569153983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/1995421233569153983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jangadapedra.blogspot.com/2007/09/no-outro-dia-dei-uma-volta-p-aqui-por.html' title='Uma cidade de pessoas e para as pessoas'/><author><name>Nuno Banza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03094986805651325673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWnk_tliYFI/AAAAAAAAAEA/R8dqDrJ_Zrs/S220/myphoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/Rt8wneY34BI/AAAAAAAAAAk/2zWL1cU4VSs/s72-c/12082007(002).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32412576.post-7350359419751470699</id><published>2007-08-27T10:58:00.000+01:00</published><updated>2007-08-27T11:04:03.339+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Um ano depois da última mensagem, decidi voltar a reactivar o Blogue. Os acontecimentos mais recentes supostamente relacionados com a causa ambiental, causa que eu defendo, mas cuja ligação aos ditos acontecimentos, eu não admito, levaram-me a ter de novo vontade de escrever contra a violência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32412576-7350359419751470699?l=jangadapedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jangadapedra.blogspot.com/feeds/7350359419751470699/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32412576&amp;postID=7350359419751470699&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/7350359419751470699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/7350359419751470699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jangadapedra.blogspot.com/2007/08/um-ano-depois-da-ltima-mensagem-decidi.html' title=''/><author><name>Nuno Banza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03094986805651325673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWnk_tliYFI/AAAAAAAAAEA/R8dqDrJ_Zrs/S220/myphoto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32412576.post-697274318726867493</id><published>2007-07-14T00:43:00.000+01:00</published><updated>2008-12-12T07:21:15.208Z</updated><title type='text'>A ponte para o Barreiro não é como o Aeroporto para a Ota – não é uma birra, é uma necessidade!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/R8C-USDx8eI/AAAAAAAAABM/38_wR6h5CDY/s1600-h/04112007(002)(1).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170341627875684834" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/R8C-USDx8eI/AAAAAAAAABM/38_wR6h5CDY/s320/04112007(002)(1).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Aqui há uns dias, na Inauguração da exposição sobre os vazios urbanos organizada pela Secção Regional Sul da Ordem dos Arquitectos, na Cordoaria Nacional, tive a improvável oportunidade de trocar algumas palavras com o Primeiro-Ministro José Sócrates. No contexto da informação que o Barreiro disponibilizou para a exposição, e à boleia de uma observação muito pertinente de uma colega que me acompanhava, sobre a recente polémica de mais uma ponte para o Montijo como alternativa à Ponte Chelas - Barreiro, o Primeiro-Ministro, muito seriamente, respondeu-nos que a Ponte para o Barreiro era uma decisão deste governo e que essa decisão era irreversível – estava tomada e o governo não ia voltar atrás. Eu devo dizer que a primeira ideia que me assolou o espírito foi a de algum conforto. Não vou aqui repetir os argumentos que me fazem defender a opção rodo-ferroviária para a ponte Chelas – Barreiro, mas digo apenas que pelo menos metade das minhas expectativas – ou talvez um bocadinho mais de metade – podiam ser satisfeitas. Mas à medida que o tempo foi passando, e agora pensando mais friamente nesta questão, começo outra vez a ficar um bocado mais preocupado. Depois de ouvir o Sr. Prof. José Manuel Viegas – uma pessoa por quem tenho um grande respeito intelectual – pronunciar-se favoravelmente na Assembleia da República à construção de mais uma ponte para o Montijo, em detrimento da ponte Chelas – Barreiro, não consegui mais ficar descansado. É que aquilo que mais me preocupa é que se comece outra vez a bater no Governo – e eu até sou insuspeito para o defender – da mesma forma que se fez no caso da decisão do novo aeroporto. Não que eu até não concorde que foram merecidas, mais pelas razões técnicas que fundamentaram as críticas do que propriamente as razões políticas – que naturalmente também as há – mas vamos por partes. Como eu gosto sempre de dizer nestes casos “A prima do mestre de obra” e “A obra prima do mestre” têm as mesmas palavras, mas só isso, porque têm de facto significados completamente diferentes. Se havia razões técnicas que fundamentaram o coro de críticas que soou afinado contra o governo, pelo facto de haver também já uma decisão tomada relativamente ao novo aeroporto, não estamos na mesma situação quando falamos da nova ponte Chelas – Barreiro. Há, de facto, diversas razões que justificam o interesse nacional desta obra – e eu devo reforçar que penso que é por isso que o Governo decidiu por esta opção – o que não deve servir para alimentar mais uma guerra política, por muito tentador e até útil que isso seja para a oposição.&lt;br /&gt;Assuma-se que a decisão da ponte é baseada num conjunto de argumentos técnicos que a suportam, discuta-se seriamente a opção rodoviária para a Ponte, e demonstre-se qual é a melhor estratégia para Portugal nesta matéria, mas por favor, em nome da seriedade e do interesse público, não se entre em mais uma guerra de birras só porque foi este governo que decidiu, porque a Ponte Chelas – Barreiro faz falta. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32412576-697274318726867493?l=jangadapedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jangadapedra.blogspot.com/feeds/697274318726867493/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32412576&amp;postID=697274318726867493&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/697274318726867493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/697274318726867493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jangadapedra.blogspot.com/2008/02/ponte-para-o-barreiro-no-como-o.html' title='A ponte para o Barreiro não é como o Aeroporto para a Ota – não é uma birra, é uma necessidade!'/><author><name>Nuno Banza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03094986805651325673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWnk_tliYFI/AAAAAAAAAEA/R8dqDrJ_Zrs/S220/myphoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/R8C-USDx8eI/AAAAAAAAABM/38_wR6h5CDY/s72-c/04112007(002)(1).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32412576.post-7361005005184341453</id><published>2007-05-29T00:47:00.000+01:00</published><updated>2008-12-12T07:21:15.396Z</updated><title type='text'>A Ponte Chelas-Barreiro não deve ser Rodo-Ferroviária? E depois digam que eu tenho a mania da perseguição…</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/R8C_OiDx8fI/AAAAAAAAABU/hKYEPCsNt20/s1600-h/23102007.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170342628603064818" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/R8C_OiDx8fI/AAAAAAAAABU/hKYEPCsNt20/s320/23102007.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Artigo Publicado em 29 de Maio de 2007&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Já há uns tempos que eu andava para tentar perceber se conseguia adivinhar ou não qual era a orientação do Governo em relação à ponte Chelas-Barreiro. Umas vezes tinha a impressão que estavam mais inclinados para comboios e carros, outras parecia-me que só lá íamos de comboio. Quando fui há umas semanas a Almada, a uma iniciativa do DN onde interveio a Sr.ª Secretária de Estado dos Transportes, acabei por ouvi-la proferir um argumento que me ficou na memória, em especial porque – não me considerando eu muito burro (justa ou injustamente) – não consegui perceber à primeira o seu real significado. Disse então a Dr.ª Ana Paula Vitorino que uma das razões pelas quais o Governo estava mais inclinado para uma ponte só ferroviária, era o cumprimento das metas de Quioto. Ora a primeira leitura é directa e a malta “engole” sem pestanejar – andar de transportes públicos polui menos e emite menos CO2, por isso este argumento é muito bom e eles estão a preparar-se para decidir bem. Mas como nem tudo o que parece é, eu fiquei a pensar naquilo. E como gosto de ocupar o tempo com coisas úteis, resolvi usar algum desse tempo a tentar criar cenários alternativos das duas hipóteses, pensando também nas preocupações de Quioto e das alterações climáticas, tal como a Sr.ª Secretária de Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando para a Área Metropolitana de Lisboa, e quando se discute uma coisa tão cara como uma ponte, num país “nas lonas” como o nosso, toda a gente dirá que o número de factores a considerar é grande. E eu também! Mas não me parece muito útil, nem estou sequer preocupado em escrever longamente sobre aquelas coisas todas que os tais especialistas que vão custar 18 milhões de Euros à malta (segundo o DN de 07/03/2007) em estudos, também se vão debruçar. Estou mais interessado em perceber se o Barreiro vai dar o tal contributo para Quioto abdicando da Rodovia na ponte, e se isso é mesmo verdade, e ainda se é justo que seja assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estado da mobilidade da AML é uma desgraça. Não é filme nenhum, é a constatação dos factos. Lisboa é um pólo agregador, recebe montanhas de carros por dia e as consequências disso são do pior. Uma consequência que se percebe bem é a Avenida da Liberdade ser garantidamente o sítio mais poluído do país, em termos de qualidade do ar, devido ao tráfego automóvel. Isto diz o Instituto do Ambiente, não sou eu. Com um cenário destes, não é de estranhar que toda a gente reivindique medidas, e que o discurso do uso dos transportes públicos passe bem – embora os números da sua utilização fiquem muito aquém do desejado. Falar de mais estradas e mais ainda uma nova ponte para carros dá logo para ver que é polémico e por isso, quando confrontados com a preocupação expressa pela Sr.ª Secretária de Estado, somos levados a reconhecer logo alguma razão. Porém, gostava que me acompanhassem numa outra reflexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permito-me dividir esta questão da ponte em três questões distintas: a coesão territorial da Área Metropolitana de Lisboa; a equidade de modos de transporte e a sua contribuição para o equilíbrio económico dos diferentes territórios que compõem a AML, e por último a estratégia de mobilidade da AML e a sua influência nos compromissos de Quioto/alterações climáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – Coesão territorial da AML&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um território coeso é um território em que as inter-relações são equilibradas e em que ele se pode considerar internamente homogéneo. Trocado por miúdos isto quer dizer que nesse território não se encontram diferenças significativas, qualquer que seja o critério que se escolha para analisar. A AML está longe de cumprir este requisito. As diferenças são fortes e bem marcadas, com áreas votadas a uma insularidade preocupante, com áreas exclusivamente dependentes de fenómenos pendulares e uma forte assimetria na distribuição da riqueza e do emprego. As consequências directas deste cenário são conhecidas e vão desde a desvalorização do espaço até à sua excessiva exploração, o aumento significativo da intensidade de transporte ou da intensidade energética. A mobilidade é aqui um factor preponderante, uma vez que condiciona este equilíbrio territorial. É por isso urgente que um dos objectivos estratégicos para a AML passe por um plano de mobilidade metropolitano, que inverta este cenário assimétrico. Claramente há aqui um papel preponderante que está por assumir – a Autoridade Metropolitana de Transportes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – Equidade dos modos de transporte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num território que se quer coeso, é fundamental como já referi, que as suas condições de base tenham uma distribuição equilibrada. Quando se fala de modos de transporte, será natural que se exija um tratamento equitativo em matéria de investimento e diversidade de modos transporte para todos os territórios da AML. Falo de condições para a rodovia e para a ferrovia, mas naturalmente também para o tráfego fluvial. Transportar passageiros e carga em iguais circunstâncias e garantir as mesmas acessibilidades aos diferentes territórios é absolutamente fundamental para fomentar a coesão territorial e o seu equilíbrio económico, social e ambiental. O transporte é hoje um elemento-chave do nosso ciclo económico e condiciona de forma determinante o sucesso de muitos investimentos. Locais acessíveis são mais competitivos e por isso alvo de maiores interesses, em detrimento de locais isolados e de difícil acesso – esses estarão votados ao esquecimento. Quando se discutem diferentes opções de acessibilidade, num território como a AML, é preciso atender à situação actual. A sul, as acessibilidades estão polarizadas por duas pontes, sendo uma apenas rodoviária, contando com um modo fluvial que embora diversificado e alvo de investimentos recentes de modernização, perde diariamente passageiros de forma preocupante, e de um investimento ainda muito atrasado e sem resultados à vista – o Metro Sul do Tejo – que se espera vir contribuir para alguma coesão e melhoria de acessibilidade de uma parte desta área sul. A norte essa polarização é imperceptível, com investimentos avultados em reforço das condições de acessibilidade – veja-se os exemplos do alargamento do IC 19, CRIL, CREL, A5 – ao mesmo tempo que se investiu fortemente na extensão do Metropolitano, chegando já hoje à malha urbana mais densa englobada na AML. Esta assimetria tem como consequência um desenvolvimento assimétrico que urge contrariar, na busca da já referida coesão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 – A Mobilidade na AML e os Compromissos de Quioto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conferir sustentabilidade a um território que parte de uma situação desfavorável em termos de desenvolvimento económico, social e ambiental é uma tarefa difícil – isto quer dizer que muito está ainda por fazer. O sucesso do trabalho que os decisores têm pela frente começa pela forma como conseguirem motivar os cidadãos para fazerem parte de uma solução que lhes será favorável. Muitas têm sido as estratégias adoptadas pelo mundo fora para intervir na mobilidade das cidades, tentando contrariar o fenómeno do automóvel e as consequências da sua excessiva utilização em meio urbano. Medidas como a implementação de sistemas de portagens, diferenciação de números de matrículas entre pares e ímpares, com entrada permitida alternada nas cidades, limitação de zonas de acesso exclusivo a moradores e outras, têm sido experimentadas um pouco por todo o mundo moderno. Londres, Atenas, Paris, Amesterdão ou Barcelona adoptaram já medidas de carácter permanente que visam desincentivar o uso de transporte próprio, promovendo o uso de transporte público e melhorando a circulação de mercadorias e serviços, com ganhos económicos, sociais e ambientais – visando uma estratégia de sustentabilidade. A AML terá também de enveredar por soluções que passem por desincentivar o uso transporte privado, fomentar o uso dos modos públicos de transporte e com isso contribuir também para um melhor desempenho ambiental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora então o que é que eu concluo desta reflexão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – Um território só é coeso se for tratado de forma equitativa e tiver as mesmas condições de partida. Isso não se passa hoje na AML.&lt;br /&gt;2 – Garantir acessibilidades de forma idêntica ao território como um todo, é um passo indispensável para garantir a sua sustentabilidade.&lt;br /&gt;3 – As medidas necessárias e urgentes a tomar na AML que visam o cumprimento de Quioto e a intervenção concertada para que se possam minimizar os efeitos nas alterações climáticas, devem ser tomadas de forma equilibrada e com critérios idênticos do ponto de vista territorial. Todos os territórios da AML devem contribuir para este objectivo de igual forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E portanto, se eu pudesse dirigir-me à Sr.ª Secretária de Estado dos Transportes, dir-lhe-ia que já percebi o que ela quis dizer quando se mostrou preocupada com a opção rodoviária da Ponte Chelas-Barreiro. É que o Barreiro está mais uma vez a ser chamado a contribuir para o interesse nacional, abdicando de se tornar um território coeso e assumir o papel efectivo de parte integrante da AML, porque é preciso evitar que entrem mais carros em Lisboa, e porque também é preciso que se cumpra Quioto não aumentando as emissões de CO2 – ou seja, para o Barreiro só ponte ferroviária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu dir-lhe-ia também que não concordo nada com isso. Porque se é preciso cumprir Quioto, e porque se é preciso retirar carros de Lisboa, então sim Senhora, o Barreiro está disponível para dar O MESMO contributo que os restantes territórios da AML. Pagará as mesmas portagens que forem fixadas para todas as entradas de Lisboa, ou levará os carros que puderem entrar nos dias que forem fixados, ou terá acesso apenas nas horas que forem para isso destinadas – mas não abdica de ser tratado da mesma forma que todos os outros territórios. Quer poder cumprir os mesmos deveres, usufruindo dos mesmos direitos. Só assim estaremos a defender uma estratégia séria de desenvolvimento sustentável para a AML, que crie um território coeso socialmente justo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32412576-7361005005184341453?l=jangadapedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jangadapedra.blogspot.com/feeds/7361005005184341453/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32412576&amp;postID=7361005005184341453&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/7361005005184341453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/7361005005184341453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jangadapedra.blogspot.com/2008/02/ponte-chelas-barreiro-no-deve-ser-rodo.html' title='A Ponte Chelas-Barreiro não deve ser Rodo-Ferroviária? E depois digam que eu tenho a mania da perseguição…'/><author><name>Nuno Banza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03094986805651325673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWnk_tliYFI/AAAAAAAAAEA/R8dqDrJ_Zrs/S220/myphoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/R8C_OiDx8fI/AAAAAAAAABU/hKYEPCsNt20/s72-c/23102007.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32412576.post-6230013727648459643</id><published>2006-11-29T00:51:00.000Z</published><updated>2008-12-12T07:21:15.584Z</updated><title type='text'>Avaliação de Impacte Ambiental – afinal o que é isso?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/R8C_9iDx8gI/AAAAAAAAABc/yIz5SwZN3zI/s1600-h/02112007(003).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170343436056916482" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/R8C_9iDx8gI/AAAAAAAAABc/yIz5SwZN3zI/s320/02112007(003).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Artigo Publicado em 29 de Novembro de 2006&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quando se fala de Avaliação do Impacte Ambiental de um projecto, a primeira ideia que se tem é a de que alguém vai estudar o que aquele projecto vai fazer ao ambiente, e normalmente pensa-se nas consequências negativas que este vai trazer. Não sendo só esta a verdade, ela é a razão pela qual se estuda o impacte ambiental das acções que os promotores, sejam eles públicos ou privados, decidem tomar – porque se os resultados das acções fossem só positivos, ninguém estaria muito preocupado com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a avaliação de impacte ambiental é um procedimento obrigatório para determinados projectos, e tem como objectivo avaliar as diferentes questões que se colocam ao nível do ambiente, como sejam na saúde humana, na qualidade da água e do ar, na produção de resíduos, no ordenamento do território e na conservação da natureza, entre outras, quais as consequências que esses projectos vão ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo da situação antes de o projecto ser implementado, são estudadas as alterações positivas e negativas, que se esperam da construção, exploração e encerramento no seu fim de vida – quando se aplica – do projecto em causa. Naturalmente, quando se diz que o ponto de partida para o estudo é a realidade actual, é absolutamente fundamental que a realidade esteja correctamente descrita, em todas as suas dimensões e com informação actualizada. Todos os detalhes que façam parte do projecto que se pretende instalar devem ainda corresponder aquilo que se quer instalar na prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um promotor decide avançar com um projecto, a entidade competente autorizar solicita, nos caso em que é obrigatório, ao promotor que realize ou mande realizar um Estudo de Impacte Ambiental (EIA). Em seguida, dá-se início ao procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) conduzido por uma entidade ligada ao Ambiente, seja ela uma Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), no caso de projectos com importância local ou regional, ou pelo Instituto do Ambiente (futura Agência Portuguesa para o Ambiente) no caso de projectos nacionais. O resultado pode ser a rejeição da proposta do promotor, que se traduz na impossibilidade de este concretizar a sua intenção, ou a sua aprovação, sujeita ou não a um conjunto de condições. Quando são estabelecidas condições, elas são normalmente medidas de minimização de impacte ambiental, no caso de este poder ser minimizado, ou medidas compensatórias quando os impactes determinados não são possíveis de minimizar, mas podem ser compensados. Do primeiro caso é exemplo a instalação de barreiras sonoras numa determinada estrada, que ao serem instaladas minimizam o impacte ambiental do ruído causado pela circulação dos veículos. No segundo caso, é exemplo a replantação de árvores em local diferente quando se procede ao seu abate no local do projecto, compensando assim a perda de área florestal, com a criação de uma nova área florestal noutro local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A participação do público deve ser promovida neste processo, tendo a administração pública a obrigação legal de prestar todos os esclarecimentos solicitados pelos cidadãos, bem como de ter em consideração na avaliação do projecto, todos os contributos que lhe forem entregues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desvirtuar deste procedimento resultará na realização de um estudo que não terá conclusões válidas, que induzirá um procedimento de avaliação deturpado á partida e que de pouco ou nada servirá para proteger os interesses dos cidadãos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32412576-6230013727648459643?l=jangadapedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jangadapedra.blogspot.com/feeds/6230013727648459643/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32412576&amp;postID=6230013727648459643&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/6230013727648459643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/6230013727648459643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jangadapedra.blogspot.com/2008/02/avaliao-de-impacte-ambiental-afinal-o.html' title='Avaliação de Impacte Ambiental – afinal o que é isso?'/><author><name>Nuno Banza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03094986805651325673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWnk_tliYFI/AAAAAAAAAEA/R8dqDrJ_Zrs/S220/myphoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/R8C_9iDx8gI/AAAAAAAAABc/yIz5SwZN3zI/s72-c/02112007(003).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32412576.post-115608913355530861</id><published>2006-08-20T16:51:00.000+01:00</published><updated>2006-08-23T13:04:55.750+01:00</updated><title type='text'>Aprender, aprender sempre...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2334/3543/1600/Pol??nia059_edited.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2334/3543/200/Pol%3F%3Fnia059_edited.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As experiências são sempre enriquecedoras. Sejam elas curtas ou longas, os resultados dependem da capacidade que cada um tem de interagir com o meio. Essa capacidade reflecte no fundo os critérios que aprendemos a usar para viver a realidade. Este intróito chato só se justifica porque, em conversa com uma amiga sobre a viagem à Polónia, aprendi mais uma coisa que considero um elemento-chave - a importância do conhecimento prévio e das ideias preconcebidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando visitava Oswieçim – já devem ter percebido que uso este nome por respeito ao povo Polaco e ao seu direito à auto-determinação - para além da enorme carga emocional da experiência, toda aquela paisagem de edifícios e estradas largas ladeadas de árvores no auge da sua folhagem me despertava um sentimento de inquietude que não sabia explicar. Na verdade, este sentimento terá estado na mente de muitos senão a quase totalidade dos presos ali assassinados pelas SS. E digo isto porque, ao contrário do meu caso, aquando da sua chegada ao campo, a sua maioria não sabia o que se passaria naquele local. Escreverei sobre a importância da informação e da vivência de experiências na primeira pessoa, como forma de mudar comportamentos, numa outra oportunidade. As imagens mostram hoje a mesma paisagem de há 65 anos, quando os primeiros presos para ali foram transportados. A minha cabeça tem tantas ideias que não consigo extraí-las todas. A minha inquietude não é, seguramente, a mesma que sentiam os desafortunados que ali foram assassinados, desde logo porque estava em causa a sua vida e portanto, tudo o resto perde relevância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se por um lado o meu conhecimento prévio dos acontecimentos havidos naquele local me causava uma ansiedade inexplicável, já a qualquer pessoa que ali se deslocasse sem saber nada sobre o que ali se passou, certamente que tal não sucederia. Numa primeira ideia, apetecia-me trazer ali todas as pessoas do mundo para que vissem com os seus próprios olhos as marcas dos crimes horrendos cometidos contra tantos inocentes. Foi assim que começou a conversa com a minha amiga. Devias lá ir – disse eu com toda a propriedade! Com a calma que lhe é característica, ela respondeu-me dizendo que não precisava de lá ir para acreditar no Holocausto, nem tão pouco de ver os locais onde ele teve lugar, para estar ciente da tragédia em causa. Disse-me então que o que sabia e o que tinha aprendido bastava. Logo me pareceu uma resposta muito feita e pouco séria – um pouco como é minha característica às vezes – mas ela continuou dizendo que se alguém que nunca tivesse sabido de nada sobre o Holocausto lá fosse, veria aquelas paredes e aqueles campos com olhos bem diferentes – dir-se-ia indiferentes até. Não só esta ideia me fez sentido, talvez porque a minha inquietude ainda estivesse presente, mas também porque isso me fez pensar sobre a importância de manter a memória futura para evitar o repetir de tão hediondos crimes. Quem não saiba o que ali aconteceu pode um dia acreditar que não aconteceu – o que não se sabe não existe. Sobre a informação, o conhecimento, a motivação e a acção falarei oportunamente – até porque só consigo perceber que tais crimes se tenham passado, numa sociedade que não os conhecia. E também por isso é de alguma forma responsável por eles. É esse sentimento que ainda me mantém inquieto – uma inquietude que eu não tenho a certeza ainda se quero que passe! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32412576-115608913355530861?l=jangadapedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jangadapedra.blogspot.com/feeds/115608913355530861/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32412576&amp;postID=115608913355530861&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/115608913355530861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/115608913355530861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jangadapedra.blogspot.com/2006/08/aprender-aprender-sempre.html' title='Aprender, aprender sempre...'/><author><name>Nuno Banza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03094986805651325673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWnk_tliYFI/AAAAAAAAAEA/R8dqDrJ_Zrs/S220/myphoto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32412576.post-115525667394871799</id><published>2006-08-11T01:24:00.000+01:00</published><updated>2006-08-11T01:45:16.490+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2334/3543/1600/Pol??nia033_edited.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2334/3543/200/Pol%3F%3Fnia033_edited.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá-se o caso de ter ligações profissionais a uma organização polaca, pelo que travei conhecimento há cerca de 4 anos com um grupo de polacos ligados a essa organização. Pessoas formais mas simpáticas, destoam do resto do grupo por estarem sempre vestidos de forma mais formal que toda a gente – diga-se que o grupo de trabalho além de polacos e portugueses tem espanhóis, belgas, holandeses, alemães e uma grega – são sempre muito formais nos cumprimentos e nas conversas. Numa primeira análise dir-se-ia que são algo contraídos. Na verdade, são pessoas muito próximas e preocupadas, tentando sempre agradar e ajudar sinceramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Receberam-nos nesta última visita – feita apenas por um grupo de portugueses – de forma exemplar. Diria mesmo até familiar. Tivemos no entanto uma surpresa algo intrigante. Quando mostrámos interesse em nos deslocarmos a Oswieçim, mostraram-se muito surpreendidos, dizendo que somos os primeiros convidados estrangeiros deles que haviam comentado tal interesse. Inquiriram-nos de imediato qual a motivação com um ar bastante consternado. Ao dizermos que considerávamos obrigatória aquela visita, por acreditarmos ter-se tratado do maior crime cometido contra a humanidade, aliviaram o semblante dizendo apenas que é uma visita para se fazer uma vez na vida. Ficámos ainda mais curiosos e perguntámos se já haviam lá estado, ao que nos responderam que a escola primária havia organizado visitas aos campos de concentração, tendo todos ido lá desta forma. Quando perguntámos se haviam lá voltado, apenas um referiu ter ido segunda vez, justificando que havia lá levado o filho por este não ter tido a oportunidade de ir antes, uma vez que supostamente as escolas já não organizam visitas como faziam no seu tempo. Trataram-nos de todos os detalhes, como horários, preços de bilhetes, trajectos, tempos de percurso, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebemos então que afinal até estavam satisfeitos por querermos ir a Oswieçim, pese embora a reacção de desconfiança e incómodo inicial. Com o seu apoio conseguimos fazer um trajecto de cerca de 5 horas para cada lado num só dia, acordando às 3:30h da manhã e voltando às 02:00h do dia seguinte. Mas sem dúvida que valeu a pena o esforço.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32412576-115525667394871799?l=jangadapedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jangadapedra.blogspot.com/feeds/115525667394871799/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32412576&amp;postID=115525667394871799&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/115525667394871799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/115525667394871799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jangadapedra.blogspot.com/2006/08/d-se-o-caso-de-ter-ligaes.html' title=''/><author><name>Nuno Banza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03094986805651325673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWnk_tliYFI/AAAAAAAAAEA/R8dqDrJ_Zrs/S220/myphoto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32412576.post-115525517230875942</id><published>2006-08-11T01:09:00.000+01:00</published><updated>2006-08-11T01:45:38.790+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2334/3543/1600/Pol??nia049.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2334/3543/200/Pol%3F%3Fnia049.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto do muro de execução em Auschwitz I.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32412576-115525517230875942?l=jangadapedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jangadapedra.blogspot.com/feeds/115525517230875942/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32412576&amp;postID=115525517230875942&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/115525517230875942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/115525517230875942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jangadapedra.blogspot.com/2006/08/foto-do-muro-de-execuo-em-auschwitz-i.html' title=''/><author><name>Nuno Banza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03094986805651325673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWnk_tliYFI/AAAAAAAAAEA/R8dqDrJ_Zrs/S220/myphoto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32412576.post-115507774125025887</id><published>2006-08-08T23:45:00.000+01:00</published><updated>2007-09-05T23:45:05.686+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2334/3543/1600/Pol??nia030.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2334/3543/200/Pol%3F%3Fnia030.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;State Museum in Oswieçim&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A minha recente viagem à Polónia mudou a minha forma de ver o mundo. Todas as viagens o fazem, de uma forma ou de outra, mas esta foi tão forte que não resisti a entrar no mundo internáutico dos Blogues, para a partilhar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao longo de alguns textos, conto partilhar o que foi a minha visita a Oswieçim, local assim designado por vontade dos seus habitantes, mas que foi renomeado durante a 2ª Guerra pelos invasores alemães como Auschwitz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Polónia, sem vaidades nem glórias vãs, merece-me este respeito. Não porque irei escrever algo que nunca antes tenha sido escrito, e seguramente com mais propriedade. Mas porque os sentimentos que me despertou esta viagem foram tão fortes, que não consigo calar este grito de revolta que sinto cá dentro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32412576-115507774125025887?l=jangadapedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jangadapedra.blogspot.com/feeds/115507774125025887/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32412576&amp;postID=115507774125025887&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/115507774125025887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/115507774125025887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jangadapedra.blogspot.com/2006/08/state-museum-in-oswieima-minha-recente.html' title=''/><author><name>Nuno Banza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03094986805651325673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWnk_tliYFI/AAAAAAAAAEA/R8dqDrJ_Zrs/S220/myphoto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32412576.post-4020642632414265974</id><published>2006-04-17T23:35:00.000+01:00</published><updated>2008-12-14T23:41:38.824Z</updated><title type='text'>Rais'ta Parta os Ratos!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SUWZhvO8AfI/AAAAAAAAADs/0FZV4sS8iLc/s1600-h/Desert+Landscape.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279794943055626738" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SUWZhvO8AfI/AAAAAAAAADs/0FZV4sS8iLc/s320/Desert+Landscape.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mundo encontra-se num impasse! Este começo dava já para dizer que podia ser interessante desenvolver este tema, mas tornava-se de certeza muito chato e acabaríamos numa qualquer teoria religiosa sobre o fim do mundo. O objectivo não é esse e por isso não irei por ai! O que está em causa podia ser ilustrado com a alusão a duas frases com as mesmas palavras – “ a obra-prima do mestre” e “a prima do mestre de obra”. Ou seja, o que está verdadeiramente em causa é que todos andamos a dizer as mesmas coisas mas os significados são diferentes. Bem diferentes até! As causas comuns estão cada vez mais na moda e o ambiente não é excepção. Algumas vezes está entre as maiores prioridades, quando vemos por exemplo peixes mortos a boiar num rio ou imagens de chaminés a debitar nuvens imensas de fumo. Outras, é razão da maior revolta, quando um qualquer “estupidificante” telejornal transforma um facto normal, que decorre do trabalho de investigação e defesa de valores naturais, numa catástrofe social de tal monta, que até o que se diz maior humorista português gasta 15 minutos do seu precioso tempo semanal a retratar esta desgraça. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A recente descoberta de uma espécie de rato que apresenta como única área de distribuição mundial um local do interior norte do país, tendo esse facto feito perigar a construção de um determinado troço de estrada no traçado proposto, fez levantar de novo a polémica sobre o “extremismo ecologista” e o “fundamentalismo ambiental”. O impasse a que me referi no início está aqui bem patente. O que defender primeiro? O crescimento das acessibilidades ao interior do país, advogado como desenvolvimento, ou uma espécie em vias de extinção, com um valor não calculado para a ciência? São duas perspectivas diferentes, defensáveis com igual força e com igual número de argumentos, mas não são e isto é o mais importante, antagónicas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O modelo económico vigente não permite pôr na ordem as disfunções conhecidas e aqui há muito ainda por fazer. Há em geral uma diminuta percepção dos valores naturais, mesmo quando o contacto com estes é frequente ou a ligação é mais do que meramente casual, em visitas a áreas naturais ou de paisagens exemplares. O cidadão comum não tem a verdadeira noção do valor do património ambiental nacional! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não se trata de saber o seu valor em bolsa, ou a sua cotação no mercado imobiliário, traduzida em capacidade construtiva. Trata-se da sua valoração enquanto património nacional, capaz de induzir riqueza de muitas formas, quer se trate de actividade turística, de investigação científica, de ordenamento do território ou qualidade de vida. E essa valoração tem necessariamente de começar por envolver mecanismos de reequilíbrio e compensatórios, que permitam aumentar a percepção destes valores por parte dos cidadãos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A expressão “willingness to pay” representa em economia a “vontade de pagar por” ou seja, o quanto estamos dispostos a pagar por alguma coisa, e ela é uma medida da valoração de um determinado bem. Assim, em bens de interesse público, o Estado é responsável por aplicar, em primeira instância, esta estratégia. É valorando os bens de interesse público de forma correcta e célere, na justa medida do seu valor, que dará o exemplo! E o exemplo tem de vir de cima. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando se reconhece o valor de um determinado bem, a par da sua importância para a riqueza ambiental nacional, devem ser desenvolvidos os esforços necessários para que o bem público seja defendido, no entanto, não apenas à custa do esforço ou a expensas dos que directamente serão lesados nos seus interesses ou expectativas, mas sim compensando-os das suas perdas e reconhecendo o seu contributo para um bem comum – o património ambiental do país. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Será certamente mais fácil aos políticos justificar o interesse público da conservação de uma espécie única no mundo, tendo no entanto para isso que aumentar o investimento público na construção de uma estrada, que autorizar o corte de milhares de sobreiros para a construção de mais um hotel e meia dúzia de hectares de relvados. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os cidadãos terão de certeza menos dificuldade em entender os argumentos de interesse público da primeira opção. Quando tal não acontece, e quando a conservação da natureza aparece como o parente pobre do estado, onde o desgraçado do instituto público responsável pela conservação da natureza se debate com dificuldades em pagar a água e a luz das suas instalações, onde não é sequer percepcionado pelos actuais responsáveis políticos o excepcional valor patrimonial ambiental que Portugal possui (ainda), não só em termos Europeus, mas até mundiais, qual é a moral de pedir aos cidadãos que justamente reivindicam a construção da estrada, que esperem mais tempo ou que paguem a diferença do investimento, porque para proteger os ratos e construir a estrada o dinheiro não chega? Claro que vão gritar com toda a força que conseguirem – “Rais’ta parta os ratos!”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nuno Banza&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32412576-4020642632414265974?l=jangadapedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jangadapedra.blogspot.com/feeds/4020642632414265974/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32412576&amp;postID=4020642632414265974&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/4020642632414265974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/4020642632414265974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jangadapedra.blogspot.com/2006/04/raista-parta-os-ratos.html' title='Rais&apos;ta Parta os Ratos!'/><author><name>Nuno Banza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03094986805651325673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWnk_tliYFI/AAAAAAAAAEA/R8dqDrJ_Zrs/S220/myphoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SUWZhvO8AfI/AAAAAAAAADs/0FZV4sS8iLc/s72-c/Desert+Landscape.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32412576.post-1963622834561947074</id><published>2006-02-24T00:14:00.000Z</published><updated>2008-12-12T07:21:16.023Z</updated><title type='text'>Auditorias Ambientais a Aglomerados Urbanos - Um Instrumento de Defesa do Interesse dos Cidadãos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/R8C4hyDx8dI/AAAAAAAAABE/3ftBky-Z5Hg/s1600-h/25012008085.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170335262734152146" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/R8C4hyDx8dI/AAAAAAAAABE/3ftBky-Z5Hg/s320/25012008085.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;0 – Cidade: fonte de problemas ou de soluções?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que as cidades constituem uma forma inteligente encontrada pelo Homem para dar resposta às necessidades sentidas por sí, não apenas as mais básicas como a vivência gregária, mas também as de dinâmica social e económica, constituindo cada vez mais uma estrutura base das sociedades contemporâneas. Porém, a experiência generalizada demonstra que a sua formação e crescimento podem constituir um problema de difícil solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Necessariamente, o espaço urbano, sendo o Habitat actual de uma boa parte da população mundial, deve reunir outras condições que não apenas as físicas, de suporte a esta ocupação. Aliás, é hoje possível verificar que muitos locais que suportam fisicamente cidades de dimensão considerável, não reúnem as características necessárias para que se possa falar em qualidade de vida dos seus habitantes. Com efeito, descritores como a saúde, a qualidade do ar, da água e dos solos, o ruído, os espaços naturais, as acessibilidades entre outros, são matérias indissociáveis de uma análise do espaço urbano com objectivos de sustentabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta à questão colocada só pode ser encontrada depois de implementado um qualquer processo que permita em primeiro lugar conhecer, e com base nesse conhecimento intervir, e por último avaliar os resultados da intervenção. Estes passos fazem parte de uma estratégia de planeamento e gestão, em que os critérios usados na definição das acções e subsequentemente na avaliação, têm como objectivo o desenvolvimento urbano sustentável. Talvez assim as cidades assumam o seu importante papel de fonte de soluções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – As Auditorias Ambientais Locais no Contexto Global&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Junho de 1992, com a realização no Rio de Janeiro, Brasil, da Conferência da Terra, deu-se início a um processo global de alteração de políticas e comportamentos, que genericamente visam atingir o objectivo que se identificou como “Desenvolvimento Sustentável”. Ainda antes, e mesmo não tendo um conteúdo completamente estabelecido, o conceito de desenvolvimento sustentável apontado no relatório “O Nosso Futuro Comum”, conhecido como o relatório Brundtland (UNWCED, 1987): “...é o desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das gerações vindouras satisfazerem as suas necessidades no futuro.”, recolhe hoje um largo consenso em torno desta definição. Uma das orientações saídas desta conferência incentivava os órgãos de soberanía locais a adoptar as suas próprias acções tendo em vista objecivos de sustentabilidade a nível local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1994, a 1ª Conferência Europeia sobre Cidades e Vilas Sustentáveis aprovou um documento que ficou conhecido como a Carta de Aalborg, que constitui o início de uma estratégia de apoio à implementação de acções locais, dando corpo à expressão “Pensar Globalmente, Agir Localmente”, tendo em vista o desenvolvimento urbano sustentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1996, da 2ª conferência sobre o mesmo tema saíu um documento que se intitulou como “O Plano de Acção de Lisboa: Da carta de Aalborg à Acção” e que em seis vectores visa facilitar a implementação de acções por parte das autoridades locais, dentro da linha de actuação apontada na Carta de Aalborg. A implementação destas acções é hoje vista no contexto global do ordenamento e gestão urbana sustentável, que recorre a diversos instrumentos de caracterização, entre os quais a Auditoria Ambiental Local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – O que é uma Auditoria Ambiental a um Aglomerado Urbano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma auditoria é um processo através do qual se estabelece uma análise da realidade encontrada no objecto de estudo com base em critérios pré-definidos, organizada por descritores. Quando se especifica o âmbito da auditoria, dedicada às questões ambientais, implica a utilização de descritores de carácter ambiental, tais como Ar, Água, Ruído, Resíduos, Conservação da Natureza e Biodiversidade, Uso do Solo, Gestão da Energia, Clima, entre outros. Este processo é aplicado a um objecto de estudo, que neste caso é um aglomerado urbano. A aplicação de uma auditoria neste âmbito ao objecto de estudo definido, obriga a um enquadramento do trabalho no contexto das regras e procedimentos legais em vigor, sendo necessario interiorizar os critérios neles definidos como objectivos mínimos a cumprir, sem prejuízo da inclusão do estabelecimento de outras metas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 – Qual a importância de uma auditoria ambiental a um aglomerado urbano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez identificada a necessidade de adoptar estratégias de sustentabilidade, que se traduzam em acções concretas a implementar localmente, é necessário promover os mecanismos que permitam fazê-lo. Sendo este o objectivo global do Plano de Acção de Lisboa, um dos pontos de destaque é precisamente a utilização de instrumentos e técnicas inovadoras para a gestão da sustentabilidade. É nesta fase do processo que tem cabimento a realização de uma auditoria ambiental. Integrada no processo de gestão da sustentabilidade, esta aparece como o elemento de identificação e caracterização, essencial ao estabelecimento das políticas e dos planos de acção concretos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realização da auditoria pode recorrer ao uso de diversos instrumentos, estando estes dependentes do descritor em causa e dos actores e interesses envolvidos no objecto ou sector em análise. Como exemplo pode apontar-se a análise de pontos fortes e fracos e a identificação de oportunidades e ameaças, assim como a monitorização sistemática ou a auscultação, por vários processos de participação cívica, dos diferentes actores sociais e sectoriais. Todos estes mecanismos, integrados na estratégia de recolha e sistematização da informação respeitante aos descritores, identificados à partida como os mais relevantes, visam sustentar a decisão da adopção de políticas e acções concretas a nível local, como forma de dar resposta aos objectivos de sustentabilidade definidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 – O caos Português&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Felizmente que Portugal dispõe de uma componente importantíssima na gestão sustentável do espaço urbano: o capital humano. Há de facto em Portugal um forte interesse por parte das autarquias em interiorizar prácticas e procedimentos ambientalmente correctos, nos processos de gestão do espaço urbano. Prova disso são os Planos Municipais de Ambiente já realizados em muitos Concelhos, ou de uma forma menos clara, as diversas alterações propostas aos actuais instrumentos municipais de ordenamento do território de forma a dar cumprimento a objectivos de protecção do ambiente. “&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas afirmações até podiam ser verdade, mas de facto não são! A realidade mostra-nos que em mais de trezentos concelhos do continente português, só cerca de uma dezena terão, realizados ou em curso, Planos Municipais de Ambiente. Por outro lado, os instrumentos municipais de ordenamento do território foram, na sua quase totalidade, desenhados para dar cumprimento às expectativas de construção e betonização das suas áreas de influência, cedendo às pressões urbanísticas dos interesses privados, em claro desrespeito pelo interesse público. Paralelamente, a gestão territorial regional não existe. A este facto não será certamente alheia a dificuldade em articular um conjunto de planos municipais em vigor numa mesma região, mas que são na sua maioria das vezes impossíveis de compatibilizar. Entretanto, as figuras legais de protecção de espaços importantes como a Reserva Ecológica Nacional ou a Reserva Agrícola Nacional, são diariamente desrespeitadas, não havendo uma estratégia clara para a sua protecção, pelo que assistimos ao crescimento de cidades muitas vezes à custa do sacrifício destas áreas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São estes os argumentos que, na minha opinião, sustentam uma urgente tomada de medidas que visem, clara e inequívocamente, dotar a administração local de instrumentos de decisão, que lhes permitam conhecer as consequências dos seus actos de gestão, como forma de obviar a necessidade da adopção de uma estratégia de desenvolvimento urbano sustentável. Neste contexto, a realização de auditorias ambientais faz todo o sentido quando integrada na realização de um Plano Municipal de Ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns casos que servem já de exemplo, como o PMA de Setúbal, de Sesimbra ou do Montijo, em que pese embora o facto de a sua conclusão ser muito recente, foi possível definir vectores estratégicos de intervenção e propôr medidas concretas para a promoção da sustentabilidade a nível local. Questões como as acessibilidades, a gestão de resíduos, o ordenamento do espaço, entre outras, permitem comprir objectivos de curto prazo, e ao mesmo tempo dar início a acções cujos resultados se farão sentir no futuro.&lt;br /&gt;Instrumentos como a promoção da participação cívica, ou outros que permitam a identificação de potencialidades e fragilidades são essenciais ao processo de gestão sustentável. Certamente que desta forma será possível defender melhor o interesse dos cidadãos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32412576-1963622834561947074?l=jangadapedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jangadapedra.blogspot.com/feeds/1963622834561947074/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32412576&amp;postID=1963622834561947074&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/1963622834561947074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/1963622834561947074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jangadapedra.blogspot.com/2008/02/auditorias-ambientais-aglomerados.html' title='Auditorias Ambientais a Aglomerados Urbanos - Um Instrumento de Defesa do Interesse dos Cidadãos'/><author><name>Nuno Banza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03094986805651325673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWnk_tliYFI/AAAAAAAAAEA/R8dqDrJ_Zrs/S220/myphoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/R8C4hyDx8dI/AAAAAAAAABE/3ftBky-Z5Hg/s72-c/25012008085.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32412576.post-3255857224849643180</id><published>2004-03-01T10:00:00.000Z</published><updated>2008-04-29T19:17:37.560+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A Carta Anónima&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentado num banco de madeira, dentro de uma pequena sala de espera destinada a testemunhas de defesa, comecei a pensar no que poderia dizer do meu amigo, que me havia arrolado como sua testemunha. Comecei por tentar estruturar as ideias sobre a forma como o conheci, preocupado pelo facto de ter de explicar à Dr.ª Juíza as coisas como elas são. Lembrei-me então dos tempos em que comecei a fazer no Estuário do Sado as saídas de fim de semana, em que andavamos muitos quilómetros a pé, coisa que agora infelizmente já não faço, observando e registando todas as informações relevantes sobre a panóplia de espécies de aves que avistavamos ou ouviamos. Sim, porque não é necessário ver um melro ou um rouxinol para detectar a sua presença. Eles anunciam-se pelo melodioso canto com que nos recebem. Eram dias compridos e muitas vezes cansativos, em que se comia quando se tinha fome, entre passos, paragens e escritas, se falava de coisas sérias e a brincar e se ia, pouco a pouco, retratando no papel a vida daqueles campos. Um grupo pequeno, que de quando em vez se tornava maior, calcorreou a passos pequenos, terras e lamaçais durante dias a fio. Uma boa parte desses passos foram dados dentro de uma quinta, que com o nome de herdade dado por uma conífera, encerrava livremente as mais diferentes e cativantes formas de vida. Desde os pombos aos cavalos, passando pelas águias, garças e alfaiates, até duas espécies muito conhecidas de mamíferos, porém só distinguidas pelos habitantes da quinta, o texugo-porco e o texugo-cão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quinta era habitada por mais de uma centena de pessoas, que embora muitas delas delas já não desempenhando lá qualquer tarefa agrícola ou florestal, deram a sua vida pela casa que lhes coube para acabar os seus dias, na qual muitas nasceram e sempre aí viveram, e por meia duzia de moedas com que pagavam ao Manel os carapaus e as sardinhas. As casas distavam da estrada de alcatrão uns duros e esburacados quinze quilómetros, que só as paisagens profundas e resplandescentes, animadas de cruzamentos fugazes com os habitantes selvagens da quinta conseguiam torná-los mais curtos. À chegada, uma comissão permanente de boas vindas nomeada propositadamente para o efeito, latia durante uns breves minutos anunciando a nossa ousadia, de invadir tão calmo e quieto lugar. Nunca nos demoravamos muito tempo no casario. O nosso interesse era claro e objectivo: quanto mais tempo perdessemos, menos teriamos para contar e sobre o que escrever. Depressa nos dirigiamos à casa do meu amigo, fazendo calorosamente as saudações à rude mas carinhosa família, que já nos recebia como amigos, fazendo-nos sentir quase que como em casa. Deixando o nosso velho carro à sua porta, subiamos para a caixa da sua “pick up” branca e lá iamos até ao local de pernoita, no limite exterior da quinta, junto a um porto palafita na margem direita do Sado. Vezes sem conta este caminho se repetiu, com mais ou menos sol, por vezes alguma chuva, e sempre com o mesmo sorriso, o meu amigo nos levava e trazia à hora combinada. Esta coisa da hora combinada é hoje coisa do passado, os telemóveis vieram deitar fora a sua utilidade – liga-se e diz-se “Vem-nos buscar!” – bons tempos! Algumas noites eram mais animadas! Por vezes lá pediamos, com alguma vergonha mas com muita vontade, que nos viesse buscar à nossa “aldeia” de PVC e alumínio depois da hora do jantar – que por lá era pouco depois do pôr do sol – para podermos jogar matraquilhos na colectividade onde os homens da quinta matavam os tempos livres. A colectividade ficava mesmo ao lado da casa dos donos da quinta, que à altura não a habitavam. Um seu administrador tinha o previlégio de o fazer, embora nunca dele tivessemos dado conta, apenas ouvido falar – e bem, diga-se em abono da verdade. Eram momentos engraçados, onde nos recebiam com a amabilidade da realeza, mas com a simplicidade ruderal que nos punha à vontade para falarmos e respondermos às perguntas mais incómodas. Até dava para entrar nalgumas teimas sobre as diferenças para eles tão perceptíveis, mas para nós inexistentes, entre o já falado texugo-porco e o texugo-cão. Nunca demoravamos muito, pois o acordar era para todos bem cedo, incluindo para o meu amigo, o nosso “motorista” voluntário.&lt;br /&gt;Quis o destino que fosse parar um dia, com a necessidade de completar a minha formação académica, ao local onde o meu amigo trabalhava há mais de quinze anos. Por lá andei, mais ou menos misturado com os restantes membros daquela casa, durante cerca de um ano ao longo do qual fui fazendo novas amizades e solidificando algumas já anteriores. Em muitas tardes passeavamos de barco, algumas vezes só para contar roazes, outras porque um ou outro navio mais irresponsável lavava os tanques de carga, deitando para o rio os restos do veneno que carrega nas suas voltas pelo mundo. Findo o meu período probatório, lá concluí o percurso. Por razões pouco importantes, ficou vago um lugar de trabalho na área da minha formação, pouco tempo depois de terminar a minha tarefa, precisamente no lugar onde tinha estado. É então que o meu amigo, junto de outro amigo que fora meu colega e com quem eu muito tinha aprendido, sugere que me contratassem para o lugar vago. Depressa fui contactado, tendo aceite desde logo com um sorriso de orelha a orelha, como poderão facilmente imaginar. Durante vários anos depois desse dia, tive a felicidade de trabalhar integrado numa equipa muito rica em conhecimento e valores humanos, e que por isso moldou definitivamente a minha personalidade, da qual fazia parte também o meu velho amigo. Foram tempos em que rimos, tivemos zangas mais ou menos sérias, comemos e bebemos, corremos, navegámos, e até chorámos no momento em que sem querer, tive de me vir embora! Ficou a saudade e a ligação forte, de pessoas que aprenderam a ser mais felizes por estarem juntas e por poderem partilhar os sentimentos, bons e maus, nos momentos mais fáceis e nos mais difíceis. Pessoas de grande força de vontade e com um carácter que se mostrava dia-a-dia, à mercê de todos quantos com eles conviviam. Aprendi muito, de conhecimento e de valor humano – da vida! Da quinta, hoje só de longe em longe ouço falar. Parece que a comissão de boas vindas foi destituida. Em vez dela uma outra foi nomeada, mas agora os sons são outros, mais fortes e assustadores - parece que saem de canos de ferro a toda a velocidade, e dizem que a comissão já não é de boas vindas. O portão foi arranjado e já fecha. Por vezes não abre! Os donos sabe-se afinal quem são, e conta-se à boca pequena que as casas afinal não são para acabar os dias, são os dias que se estão a acabar nas casas. Da mais de uma centena de habitantes da quinta, muitos vieram conhecer a cidade – e ficaram! Parece que já não podiam voltar. O Manel ainda leva os carapaus e as sardinhas, mas a mesa de matraquilhos já lá não está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isto que quero contar à Dr.ª Juíza. Provavelmente não terei tempo. Mas, e como sinto que não vou conseguir, terminarei dizendo que o meu amigo é um velho amigo! E que tanto é meu amigo, como de todos aqueles que quiserem ser seus amigos, porque se outros motivos não houvesse, no tempo em que a quinta era a quinta que eu conheci, havia uma regra de ouro - todos aprendiam a ser amigos. E tal como ele aprendeu, também a mim me ensinou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntar-se-ão certamente porque começa este texto com o título “Carta Anónima”. Muitas explicações poderiam ser dadas – e algumas fazem falta – para ajudar a perceber. Mas afinal parece que tal como o que eu aqui escrevi nada tem a haver com uma carta anónima, também a razão da minha vinda a tribunal não teve. Teve curiosamente a haver sim, tal como a razão que explica este texto, com relações entre pessoas. Só que no caso da carta anónima, a razão é precisamente a sua inexistência. Infelizmente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I-III-IV&lt;br /&gt;Nuno Banza&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32412576-3255857224849643180?l=jangadapedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jangadapedra.blogspot.com/feeds/3255857224849643180/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32412576&amp;postID=3255857224849643180&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/3255857224849643180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/3255857224849643180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jangadapedra.blogspot.com/2004/03/carta-annima-sentado-num-banco-de.html' title=''/><author><name>Nuno Banza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03094986805651325673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWnk_tliYFI/AAAAAAAAAEA/R8dqDrJ_Zrs/S220/myphoto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32412576.post-2860862265229931498</id><published>2001-10-15T10:49:00.001+01:00</published><updated>2008-12-12T07:21:16.163Z</updated><title type='text'>Férias de sonho em Cabo Verde</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/R8FNJyDx8iI/AAAAAAAAAB0/wHQQKTDqFDc/s1600-h/25072007(003).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170498677649830434" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/R8FNJyDx8iI/AAAAAAAAAB0/wHQQKTDqFDc/s320/25072007(003).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O meu destino preferido não era nem de perto nem de longe Cabo Verde, mas lá fui. O vôo foi de noite, tardíssimo – ninguém se lembra de apanhar um avião às 2 da manhã – a essa hora apetece tudo menos andar de avião. Bom, voar já não digo, mas ...enfim! Depois das formalidades iniciais, aí estava eu, com 8 dias de casado e a olhar para uma loira que de longe parecia um espanto, na sala de embarque. De frente para mim sentou-se, de propósito ou não, o seu companheiro de viagem. Comecei a olhar bem para ele, que me parecia alguém conhecido. Assim baixinho, a minha namorada – nessa altura ainda não estava habituado à nova terminologia oficial “Esposa” – diz-me que se tratava de um modelo e apresentador de televisão português, casado com uma modelo austríaca – a tal loura. De perto não era assim tão bonita, mas pronto, iam connosco para Cabo Verde. Isso estava a fazer-me pensar, para contrariar a minha pequenez de espirito e confirmar a teoria da minha namorada, que afinal aquilo não deveria ser assim tão mau, pois se eles também iam – preconceitos estúpidos! Ao contrário do que o meu amigo mecânico de aviões me havia dito sobre os TACV – Transportes Aéreos de Cabo Verde, o tal do aviãozito até era normal – ao que parecia, tratava-se de um MD 80 – uma sigla que deixava antever uma máquina infernal, daquelas do tipo que os comentadores das provas de Formula 1 ao domingo na hora do almoço descrevem em pormenor. Cheio de sono, lá tentei meter o meu metro-e-oitenta-e-tal numa cadeira minúscula e acomodar-me o melhor que podia. Ao nosso lado lá iam os dois “pombinhos famosos”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Chegados ao “Aeroporto Internacional do Sal”, uma verdadeira infra-estrutura aeroportuária com fortes semelhanças com o Pavilhão do Grupo Desportivo da Quimigal, esperava-nos uma multidão de locais que como se calcula não estavam nada preocupados com a hora do voo. Lá pelas 4 e tal da manhã, ali estavam eles a disputar um lugar na linha da frente da cancela por onde saíam os recém-chegados turistas. E tudo para quê? Para o que der dinheiro! E mais nada! Desde propostas simples como carregar a mala, até boleia, quarto, carro, e sei lá mais o quê, aqueles amigos gritavam quanto podiam para nos “caçar”. No meio deles, um rapaz assim mais calmo esperava que nos conseguíssemos desenfiar do meio deles para nos mostrar um papelinho escrito à mão com o nome da operadora. Bom, foi uma visão! Eu que já não ia de vontade, cheio de sono e danado por não ter conseguido dormir na cadeirinha que mais parecia de castigo, ter de sacudir os braços para me largarem e ter de arrancar das mãos de um daqueles miudos a minha própria mala, quando vi o tal do papelinho, ui...que alivio. Entrámos para uma iáce – a tradução para Crioulo do modelo Hi-Ace da Toyota, e lá fomos para o Hotel. Como a carrinha já levava lotação esgotada, as malas foram colocadas num pequeno atrelado, do tipo daqueles que de vez em quando passam por nós com cães a sofrer aos trambolhões. A ideia não me pereceu nada boa – passei a viagem quase toda a chatear a minha miuda dizendo-lhe – Vais ver que o atrelado fica pelo caminho! – ou qualquer coisa como – quando lá chegarmos voltamos para trás a pé para apanharmos a roupa! A chegada ao hotel foi normal. Ao contrário das minhas convicções, o tal do atrelado chegou intacto – mais uma das minhas espertezas. Por extraordinário que pareça, o tal casal de “pombinhos famosos” estava a chegar ao mesmo hotel que nós! Eu para me tranquilizar só dizia – pá, se eles que são famosos estão aqui é porque isto tem de ser bom, senão também não vinham não é? A desgraçada da minha miuda, que jã não me podia ouvir e queria era uma cama, ia dizendo que sim. Depois de uma soneca que durou aí umas cinco horas, acordámos com um calor húmido que deixava antever uns dias animados. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O quarto tinha uma daquelas ventoinhas no tecto, do tipo das que a malta vê nos filmes africanos, em que de vez em quando há um gajo que se pendura nelas pelo pescoço e fica alí a rodar com o barulhinho ...inhác ...inhác ...inhác – mas era limpinho e tinha quarto de banho privativo. A primeira saída para ver o Hotel foi igual a todas as restantes. Uma paisagem de facto impressionante. Exactamente como as fotografias do catálogo – praias de areia branca e sem lixo, água azul e completamente transparente e umas casinhas baixinhas que acabavam num pontão de madeira que os pescadores locais usavam, uns para descarregar e arranjar o peixe logo alí, partindo-o já às postas como iria para o prato nos hoteis e restaurantes, e outros para apanharem á cana os outros peixes que se alimentavam dos restos do arranjo dos primeiros. Um local muito calmo, com uma beleza natural indiscutível – para quem gosta de praia, porque para quem não “engraça” com praia, meu Deus, um verdadeiro inferno de areia, sol e calor. Como a viagem contemplava uma estada noutra ilha do arquipélago, mas só daí a uns dias, antes resolvemos conhecer a ilha do sal. Em conversa com o chefe de sala do hotel, um Caboverdiano genuino, foi-nos dito que a melhor forma de conhecer a ilha era alugar um carro – o início da desgraça! Pelo mapa que nos mostrou a ilha seria aí do tamanho do concelho de Loures, ainda antes da separação de Odivelas. Bem, a comparação é mesmo só no tamanho, porque em ocupação apenas três núcleos habitacionais – a capital Espargos, Palmeira e Santa Maria do Sal – esta última onde estava localizado o Hotel. Depois havia um pequeno povoado onde outrora se fazia a exploração do Sal que deu nome à ilha. O mapa tinha marcadas apenas duas estradas, que como a ilha é de forma mais ou menos rectangular, faziam uma espécie de cruz – que nem de perto nem de longe se assemelhava com a verdadeira cruz em que se viria a tornar aquela viagem. Depois de um pequeno almoço bem tomado, onde se evitavam as frutas já descascadas tal como havia dito a menina da agência – eu acho que éramos os únicos que faziamos isso, e nem assim me livrei de umas dores de barriga – lá fomos buscar a merenda que haviamos pedido ao António, o chefe de sala no dia anterior. Ele muito prestável lá nos foi dizendo que iamos gostar muito e que deveriamos aproveitar para dar uns banhos numa piscina natural com um nome perfeitamente extraordinário, que eu, juro, não percebi à primeira – Buracona! Sem palavras! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Uns minutos depois da hora marcada, lá estava o senhor da empresa de aluguer de automóveis a porta do hotel com um Jipe vermelho pequenino, de 4 lugares, ainda não muito velho. Mais à frente se perceberá a importância de referir os 4 lugares, sendo nós apenas 2. Não nos fez muitas recomendações, apenas nos disse que deveriamos deixar o carro aberto sempre que parássemos em qualquer lado, e levar conosco os nossos pertences. Segundo ele era a forma de mostrar aos possíveis ladrões que não havia nada para roubar no carro. Bom, eu confesso que achei um bocado estranho, mas como aquilo era uma ilha ainda pensei – mesmo que lhe roubem o carro para onde é que fogem? Deve ter razão. – eu não imaginava era a importância daquela “aparentemente simples” recomendação. Por volta da hora do almoço, e depois de termos já percorrido a ilha praticamente toda e parado demoradamente em todos os sítios assinalados – imaginem bem o tamanho da ilha – parámos à sombra de um barracão para comer o tal do lanchinho preparado pelo nosso amigo António – não há uma única árvore capaz de fazer sombra a um carro. Faltava ver o local mais apregoado e cujo nome jamais me esquecerei – a Buracona. Estavam aí uns 40 graus – não faz muito sentido dizer se era ao sol ou à sombra porque sombras é coisa que não se arranja nem para medir a temperatura. Sem necessidade de recorrer ao mapa para encontrar esse malfadado sítio, porque como estã bom de ver numa terra com duas estradas que se cruzam perpendicularmente, não há dúvidas – era no ponto oposto do local onde ficava o nosso hotel. No meio de uma paisagem literalmente desértica, chegamos junto a uma placa de madeira junto da qual estava estacionado um carro, que assinalava o dito lugar. De todas as vezes anteriores que parámos o carro, cumprimos sempre as instruções do homem da empresa de aluguer – carregámos a tralha nas duas mochilas e deixámos o carro aberto com vidros abertos e tudo. Em jeito de gozo até disse uma vez ou duas – mas quem é o estúpido que vem roubar aqui seja o que for, então a malta não via? Mas naquele lugar deserto, nem sei bem dizer porquê, achámos que não valeria a pena estar a levar as coisas todas porque afinal queriamos ir ao banho naquela “Buracona”, e não dava jeito nenhum irmos carregados. Pegámos nas toalhas, máquina fotográfica e aqui vamos nós. O sítio é de facto muito bonito. Resultante da erupção de um pequeno vulcão alí existente, formou uma piscina natural pelo arrefecimento súbito do magma, alimentada pela água do mar. Passámos um bom bocado ali, eu dentro de água e a miuda na margem apenas com os pés de molho – nessa altura ainda não tinha começado as aulas de natação, sim porque o casamento não traz só coisas más às mulheres como elas dizem, também traz boas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quando nos decidimos a ir embora, subimos a ravina e estava apenas o nosso jipezinho vermelho, sozinho...com um vidro partido! O pânico foi geral! Rapidamente percebemos que afinal naquele sítio que achávamos ermo, o pior podia acontecer – e aconteceu! Contas feitas, não tinha ficado nada. Mochilas, carteiras, estojo da máquina e até uns calções verdes de que gostava especialmente – tinha desaparecido tudo. A aflição começou a turvar os pensamentos, só pensava que estava metido numa confusão brutal – sem documentos, cartões, dinheiro, telefone ...bem, não dá para explicar! Na máxima velocidade que conseguia, começámos a andar em direcção à localidade mais próxima, mas poucos metros depois percebi que algo não estava bem com o carro. Forçado a parar, vi que um dos pneus de trás estava em baixo. Não dá para imaginar a aflição! Procurámos a chave de rodas, a roda suplente e qual não é o meu espanto quando percebo que o raio do macaco que o carro trazia não era dele – alguém tinha trocado os macacos – e em vez disso tinha um macaco de um carrinho ligeiro, tipo Renault Clio. Aí passei-me! A minha miuda, coitada, que não sabia o que fazer, lá me tentava acalmar dizendo que havia de correr tudo bem – aquelas frases que a malta diz com boa intenção quando as coisas não estão a correr bem, a ver se melhoram, mas que têm precisamente o efeito contrário. Com um esforço terrível, debaixo do sol de Cabo Verde às 3 da tarde, e depois de esgravatar na terra para arranjar meia dúzia de pedras que pudesse pôr por baixo do estúpido do macaco, lá consegui trocar o pneu e seguir viagem – as peripécias ainda nem tinham começado! Ao chegar a povoação mais próxima, Palmeira, rapidamente encontrei o posto da polícia – mais correctamente da POP: Polícia de Ordem Pública. Depois de uma entrada de rompante, e de explicar a correr as quinhentas coisas que tinha para dizer, o rapaz fardado que estava sentado numa pequena secretária de madeira, no meio da única sala do posto da POP responde com aquele típico sotaque: “Num têm meios!! Tem de ir a Espargos!” Eu não estava a acreditar. Perguntei com a voz já bastante alterada. “...mas não tem um telefone que possa ligar para Espargos e dizer que fomos assaltados?” O rapaz, exactamente com a mesma calma que usara da primeira vez, diz: “Nós só tem um rádio, mas não funciona! Tem de ir a espargos!” Saímos do Posto da POP completamente desanimados. Num ritmo bastante mais lento, continuámos a viagem até Espargos, tentando pelo caminho encontrar possíveis soluções para a montanha de problemas que nos bombardeavam o pensamento. Na chegada a Espargos, parámos o carro em frente ao “Quartel General da POP” – um edifício da década de sessenta, sem janelas nem porta, embora tivesse sido recentemente pintado de azul e branco. Fomos recebidos por um agente com uma farda verdadeiramente irrepreensível. Ao começarmos a contar o sucedido, este diz-nos que nos ia levar ao comandante. Recomecei a narrativa, tendo o Comandante ouvido atentamente tudo até ao fim. De seguida pede para descrevermos com o máximo pormenor os haveres perdidos, ao mesmo tempo que o agente que nos havia recebido tomava notas. No fim dirige-se a nós e diz que tinha conhecimento daquele problema na Buracona, e que estes acontecimentos eram frequentes. O máximo que podia fazer era mandar conosco dois agentes ao local. Bom, como se pode calcular, qualquer coisa que fizessemos que de alguma forma pudesse significar que haveriamos de encontrar algumas das nossas coisas era bem vinda. Acedemos à sua sugestão e lá fomos, eu, a minha esposa e os dois agentes da POP no “meu” jipezinho de 4 lugares. Os dois rapazes aproveitaram o caminho para nos contar que estavam há pouco tempo no Sal e que não eram dali. Tinham vindo de Santiago e ainda não conheciam muito bem a ilha - como se isso fosse possível, então nós só numa manhã tinhamos corrido a ilha toda de uma ponta à outra – enfim, não me pareceu muito a sério. Eu estava completamente passado. Só pensava na montanha de chatices que tinha arranjado com aquela viagem e com o raio do passeio de carro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Percorridos que estavam ai dois terços do caminho, já no inicio da estrada de vários qulómetros completamente deserta até á Buracona, um dos Polícias pede para eu parar o carro. Pânico. O que é que este gajo quer aqui, pensei eu! Eu lá disse que ainda estavamos a uns dois ou três quilómetros mas eles sairam na mesma. Depois de sairem do carro, um deles vira-se para mim e diz: “Nós agora vamos a pé e vocês vão já para a Buracona e não dêem nas vistas nem falem com ninguém. Esperam lá por nós que nós já vamos lá ter.” Eu estava parvo! Nem sabia o que dizer. Assim que eles começam a andar em direcção à linha de costa, ainda a uns metros da estrada, eu comecei logo a praguejar: “De certeza que estão feitos com os ladrões, vais ver. Vão lá chegar com os documentos, sem um tostão e ainda vão dizer que tivémos muita sorte.” - A minha garota nem sabia o que dizer. Lá ia dizendo que não, que deviamos acreditar porque eles talvez soubessem o que estavam a fazer. Chegados à Buracona, com um calor de morrer, não havia ninguém, claro! Lá saímos do carro e ficámos ali bem uma meia hora a andar de um lado para o outro porque nem havia sombra, nem se podia estar dentro do carro com o calor. Ao fim deste tempo começamos a ver dois vultos ai a uns duzentos metros de distância a andar na nossa direcção. À primeira vista pensámos logo que eram os polícias que vinham sozinhos ter conosco – a ansiedade aumentava cada vez mais. Mas à medida que se aproximavam começámos a ver que um deles não tinha farda, embora fosse também africano. Eu comecei a dirigir-me para eles e de repente vejo o outro polícia a correr na minha direcção. De repente vira para o lado do mar e eu, como era de esperar vou atrás. Aí a meio da encosta o polícia apanha um rapaz de tronco nú, de calções e sandálias e começa a dirigir-se a mim. Nisto já o segundo polícia estava junto do meu carro e da minha miuda com o outro. Comecei a perguntar o que tinha acontecido mas ele foi calado até chegar junto do carro. Aí começa a dizer-me que aqueles dois miudos, que não teriam mais de catorze ou quinze anos, pertenciam a uma quadrilha de ladrões de um “bairro de chapa” – o bairro de lata lá do sítio – junto à entrada de Espargos. Diz-me então que eles tinham ajudado a fazer o assalto ao carro e que sabiam onde estavam escondidas algumas coisas. Bom, de facto eles lá foram indicar onde estavam algumas das nossas coisas, que como está bom de ver eram aquelas que não tinham qualquer valor material. Encontrámos o estojo da máquina, uma mochila com os restos do lanche dentro e nada mais. Confesso que comecei a acreditar que não recuperava mais nada. A minha teoria de que os Polícias e os Ladrões tinham um acordo tinha caído por terra. Começava-se a instalar um misto de medo, com tristeza e ao mesmo tempo alguma raiva interior pelo que tinha acontecido. - ”Bom, e agora?” – pergunto eu com um ar já muito desanimado. Um dos polícias diz-me então que iamos todos no meu carro – o tal de quatro lugares, daí aquela referência no início. Pá, eu não estava sequer preocupado em como é que eles se iam arranjar para caberem, mas uma coisa era certinha, o carro quem conduzia era eu e a minha miuda não se sentava em nenhum banco com nenhum daqueles gajos, ai disso podiam ter a certezinha absoluta. Mas nem foi preciso dizer nada, eles rapidamente entraram para a parte de trás do carro – os quatro – dando um dos polícias a ordem de partida. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No caminho lá me foi dizendo que eles são muito pobres e que muitos deles não têm trabalho, nem outras formas de poderem encontrar meios de subsistência. Eu confesso que a esta distância até reconheço tudo isso como verídico, mas naquela altura, o discurso dele estava a pôr-me ainda mais furioso. Só pensava: “Mas porque é que logo tinham de me roubar a mim, pá! Não podiam ter escolhido outro gajo qualquer?” A algumas centenas de metros antes de entrarmos no meio das casas, um dos polícias diz-me que iamos ao bairro de chapa buscar o mandante da quadrilha e tentar recuperar as nossas coisas. Eu fiquei radiante. Não tinha percebido até aí o porquê de termos vindo por um caminho diferente mas não sei muito bem como nem porquê, aquele pedido fez-me todo o sentido. Estavamos a caminhar para se fazer justiça e era isso o que eu mais queria naquele momento. Assim que nos aproximamos de uma das barracas, numa de muitas ruelas do bairro, os polícias mandam-me parar o carro e empurrando a minha miuda para a frente com toda a velocidade, saem a correr do carro e entram numa porta, que na prática era um pano pendurado. Eu saí do carro e logo pensei que os dois rapazes que tinham ficado dentro do carro se iam escapar! Enganei-me redondamente. Aqueles dois desgraçados ficaram exactamente onde estavam antes de os polícias sairem do carro. Acho mesmo até que nem se atreveram a instalar-se mais “à larga”. Poucos minutos depois, antecedidos de uma gritaria infernal, saem “pano fora” os polícias, agarrando um outro rapaz pelos calções – diga-se que era a única peça de roupa que tinha vestida – seguidos logo de outros dois e de duas mulheres, uma delas grávida aí de uns sete ou oito meses. Comecei a ficar assustado. O Ambiente começa a ficar deveras pesado e nesse momento confesso que me arrependi de ter entrado naquela loucura. Apenas um dos polícias estava armado, empunhando a arma encostada à cabeça do tal rapaz e gritando um chorrilho de coisas que eu como se calcula, não conseguia perceber. Ao seu redor, as mulheres gritando e puxando a camisa do outro polícia tentavam que o inevitável acontecesse – que prendessem o rapaz. Subitamente, dou conta que estavamos completamente rodeados de habitantes do bairro, que assistiam à acesa discussão entre os polícias, o mandante da quadrilha e as mulheres, e se aproximavam cada vez mais de nós, que tinhamos ficado a alguns metros do “palco principal do espectáculo”. Um deles em tom claramente provocatório, começa a gritar uma série de coisas para nós – “Vocês são uns bandidos, vêm para cá só nos fazer mal, deviam era morrer, não saem daqui vivos hoje...” Com um grito disse à minha miuda que entrasse para o carro e comecei a chamar pelos polícias. Estava completamente em pânico. Em alguns segundos, e sem ter de disparar um tiro sequer, os polícias tinham conseguido arrastar o tipo até ao carro e fazê-lo entrar para o banco de trás. É ai que um dos polícias põe um dos putos fora do carro e lhe diz qualquer coisa que não percebi na altura. Entraram depois para o carro e no meio da confusão arranquei a toda a velocidade por entre uma multidão de gente sem sequer saber como saía dalí. Com a ajuda dos polícias lá consegui entrar numa estrada de alcatrão que nos levaria até ao Quartel General da POP. Ao chegar perguntei a um dos polícias pelo puto que tinham posto fora do carro, ao que ele me responde que lhe tinha dito para vir ali ter a pé. Eu nem liguei, confesso. Achei que o puto nunca mais apareceria. Entrámos todos de rompante pelo gabinete do Comandante adentro. Um outro polícia que estava já na esquadra, pede-nos para sairmos daquela sala e esperar numa outra do outro lado do átrio. Aparentemente ia começar o interrogatório e nós não poderiamos assistir. A sala de espera do Quartel para além de, tal como o resto não ter portas nem janelas, tinha apenas um conjunto de sofás de cetim vermelho, daqueles que vemos ainda nalgumas salas de quartéis militares portugueses, que mostravam claramente muito uso ao longo de muitos anos. Mas os sofás não faziam de facto a menor diferença porque nenhum de nós os dois se conseguia sentar. Aliás, não conseguiamos mesmo parar de andar de um lado para o outro e dizer coisas sem sentido, depois da descarga de adrenalina que tinhamos tido uns minutos antes. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A inexistência de portas no interior do edifício não seria por si só digna de especial referência, até porque o calor arrasador que se faz sentir naquela terra as dispensa bem, mas este facto fez toda a diferença nos dez minutos que se seguiram, que sem hipocrisia a nós nos pareceram horas. Primeiro com mais algum intervalo e depois de forma continua, começámos a ouvir gritos e sons de pancadaria verdadeiramente brutal. Os gritos eram horríveis e nem um nem outro conseguiu ficar indiferente. Dirigimo-nos para a porta da sala do comandante mas um dos polícias rapidamente nos levou de volta à sala de espera dizendo com um ar ameaçador que não poderiamos sair dalí. Eu ainda tentei dizer que não era preciso baterem no rapaz, mas ele já não estava ali para ouvir, tinha virado costas e voltado para a sala de tortura. A minha namorada não conseguiu conter as lágrimas e eu não me consegui aguentar mais tempo na sala de espera – saí para o átrio principal e nesse mesmo momento vejo sair da sala de tortura o coitado do rapaz, cheio de marcas e ainda com sangue a sair-lhe do nariz, de mãos algemadas atrás das costas com um polícia de cada lado. Um outro polícia dirige-se a mim e diz-me com um ar irritantemente satisfeito – “Não se preocupa, nós vai recuperar tudo, ele já confessou!” Eu não sabia o que dizer ou sentir. Toda aquela cena de brutalidade, o ar violento e ameaçador dos polícias e a imagem de sofrimento literalmente estampada no rosto do rapaz, deixaram-me sem forças para reagir. Ao vê-los entrar no jipe da polícia e sair, agarrei-me à minha namorada e começamos ambos a chorar. Depois de alguns minutos e com um pouco mais de calma, voltámos a entrar na sala de espera e sentámo-nos, onde estivemos mais de uma hora sem trocar uma única palavra. Ao ouvir chegar um carro dirijo-me para a porta. Entra então um outro polícia que não tinha visto até ali, acompanhado de uma mulher com uma criança ao colo. Nisto ele saca de uma nota de cem dólares e diz-me – “Aqui está a sua nota, ele já tinha ido a casa desta mulher trocar o dinheiro.”. Como se calcula, não respondi uma palavra. Algum tempo depois estava de regresso o jipe com os polícias e o rapaz. Eu dirijo-e a eles mas sou de novo obrigado a voltar á sala de espera. Passado algum tempo somos chamados a entrar na sala que é do comandante mas que só me apetece chamar de sala de tortura, onde num canto estava sentado num banco de madeira o rapaz, cujo nome nunca cheguei a saber. Na sua secretária, o comandante mexia num molho de papeis. Fomos convidados a sentar-nos, convite que declinei energicamente. Antes de entrar na sala, vi com espanto sentado num banco corrido ao lado do rapaz que haviamos trazido connosco no carro, o outro que deixámos no bairro de chapa. Imaginei logo o que o polícia não lhe terá dito para ele ali estar. O comandante começa então a ler a lista de bens desaparecidos que haviamos feito horas antes. À medida que o comandante ia avançando na lista, um outro polícia ia dizendo se o bem tinha ou não sido encontrado. Quase tudo tinha aparecido. Apenas o meu BI e os calções não tinham sido encontrados. Também um conjunto de coisas que aparentemente tinham sido encontradas na casa do rapaz tinham sido trazidas, embora não nos pertencessem. Depois da lista completa e de algumas formalidades, o Comandante levanta-se e estende-me a mão dizendo – “Muito obrigado pela sua colaboração. Conseguimos resolver um problema que há muito complicava a vida dos turistas na ilha e que já envergonhava a polícia. Pode ir.” A única coisa que consegui responder foi – “Eu é que agradeço! Adeus.” &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ao sair, olhei uma última vez para o rapaz, sentado no banco ao canto da sala, de mãos algemadas e olhos fitos no chão e senti um aperto no coração e uma vergonha tão grande, que não sei se alguma vez conseguirei explicar. Hoje, passados estes anos, vejo como é injusta a vida daquelas pessoas, a quem falta quase tudo, sem sequer terem a possibilidade de trabalhar por uma vida melhor. Pessoas que ao mesmo tempo que lutam pelo seu lugar na terra, são rodeados de afortunados a quem uns calções ou uns cartões de plástico e umas notas não fariam a menor diferença, mas a quem o sistema protege. Ao contrário dos seus próprios filhos, a quem nada ou quase nada é dado. Foi uma viagem inesquecível...!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32412576-2860862265229931498?l=jangadapedra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jangadapedra.blogspot.com/feeds/2860862265229931498/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32412576&amp;postID=2860862265229931498&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/2860862265229931498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32412576/posts/default/2860862265229931498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jangadapedra.blogspot.com/2001/10/frias-de-sonho-em-cabo-verde.html' title='Férias de sonho em Cabo Verde'/><author><name>Nuno Banza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03094986805651325673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/SWnk_tliYFI/AAAAAAAAAEA/R8dqDrJ_Zrs/S220/myphoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_TiASvOcKqv0/R8FNJyDx8iI/AAAAAAAAAB0/wHQQKTDqFDc/s72-c/25072007(003).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
